Vazamento Químico em Empresa de Prata nos EUA Mata Duas e Hospitaliza 30
Vazamento químico em empresa de prata mata duas e hospitaliza 30

Vazamento Químico em Fábrica de Prata Provoca Duas Mortes e Dezenas de Hospitalizações nos EUA

Um grave vazamento químico ocorrido em uma empresa especializada na recuperação de prata resultou em duas mortes e aproximadamente trinta hospitalizações, incluindo uma pessoa em estado grave, na quarta-feira (22). O incidente aconteceu nas instalações da Catalyst Refiners, localizada em Institute, no estado da Virgínia Ocidental, Estados Unidos.

Reação Química Violenta Libera Gás Tóxico

As autoridades investigadoras acreditam que o acidente foi causado por uma reação química violenta durante um processo de limpeza rotineiro na fábrica. A reação, que envolveu ácido nítrico e outra substância ainda não totalmente identificada, produziu sulfeto de hidrogênio, um gás extremamente tóxico.

Um representante do Condado descreveu o evento como "uma reação violenta dos produtos químicos, que reagiu de forma exagerada instantaneamente". Diante da gravidade da situação, foi emitida imediatamente uma ordem de confinamento para a área ao redor da fábrica, medida que permaneceu em vigor por cerca de cinco horas antes de ser suspensa.

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Vítimas Incluem Socorristas e Comunitários

As duas fatalidades confirmadas ocorreram dentro das próprias instalações industriais. Entre os cerca de trinta feridos que necessitaram de atendimento hospitalar, sete eram paramédicos que atenderam ao chamado de emergência, demonstrando os riscos enfrentados pelos primeiros socorristas.

"Sabemos que os socorristas sempre correm para o fogo. Eles se colocam em perigo", afirmou o governador da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, durante uma coletiva de imprensa realizada na noite do acidente. Morrisey confirmou que uma das vítimas hospitalizadas encontra-se em estado grave.

A diversidade no transporte das vítimas chamou a atenção: enquanto algumas foram levadas por ambulâncias, outras chegaram aos hospitais em veículos particulares e até mesmo em um caminhão de lixo, em um esforço comunitário para buscar auxílio médico.

Sintomas e Operação de Descontaminação em Massa

Dale Witte, porta-voz do Vandalia Health Charleston Area Medical Center, um dos hospitais que recebeu os pacientes, relatou que os indivíduos apresentavam principalmente sintomas respiratórios. "Os pacientes apresentavam sintomas respiratórios, incluindo tosse, falta de ar, dor de garganta e coceira nos olhos", detalhou Witte.

O Hospital Thomas Memorial da WVU Medicine, em South Charleston, informou ter atendido doze pacientes. Curiosamente, oito deles não estavam no local do acidente, mas se encontravam nas proximidades no momento do vazamento, sendo transportados em carros particulares. Felizmente, nenhum dos feridos atendidos neste hospital foi considerado em risco de morte.

O vazamento exigiu uma operação de descontaminação em grande escala. As autoridades relataram que as pessoas expostas tiveram que remover suas roupas e passar por um processo de pulverização com água para neutralizar os resíduos químicos. Apesar do susto, o governador Morrisey afirmou que, segundo as avaliações preliminares, acredita-se que a qualidade do ar local e o abastecimento de água não tenham sido afetados de forma significativa.

Empresa Enlutada e Investigações em Andamento

A Catalyst Refiners tem como atividade principal a remoção e recuperação de prata a partir de resíduos gerados por outros processos químicos industriais. A Ames Goldsmith Corp., empresa proprietária da Catalyst Refiners, emitiu um comunicado expressando consternação com as mortes.

"Este é um momento inimaginavelmente difícil", disse Frank Barber, presidente da empresa. "Nossos pensamentos e orações estão com nossos colegas e suas famílias". A corporação se comprometeu a colaborar plenamente com as investigações das autoridades locais, estaduais e federais.

A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) dos EUA já abriu uma investigação formal sobre o ocorrido. Um porta-voz da agência informou que o órgão dispõe de um prazo de seis meses para concluir o exame completo das circunstâncias que levaram ao fatal vazamento químico.

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