Lutador amador morre após choque elétrico ao instalar ar-condicionado em São José
Um homem de 31 anos, identificado como Pablo Oliveira Costa, faleceu após sofrer uma descarga elétrica enquanto realizava a instalação de um aparelho de ar-condicionado em São José, na Grande Florianópolis, Santa Catarina. O trágico acidente ocorreu quando a vítima, ao manobrar uma escada de alumínio, encostou o equipamento em uma rede de alta tensão, conforme relato dos bombeiros que atenderam a ocorrência.
Detalhes do acidente e tentativas de socorro
O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou ao local do acidente, um condomínio no bairro Barreiros, por volta das 17h10. Testemunhas presentes no momento relataram que Pablo tentou se levantar logo após o choque, mas rapidamente perdeu a consciência. Os socorristas iniciaram imediatamente os procedimentos de reanimação cardiopulmonar, que se estenderam por quase quarenta minutos. Apesar dos esforços intensivos, a morte do jovem foi confirmada no próprio local, sem chances de sobrevivência.
Vítima era lutador amador com sonho de profissionalização
Pablo Oliveira Costa trabalhava com instalação de aparelhos de ar-condicionado, mas possuía uma grande paixão pelas artes marciais. Ele era um lutador amador ativo, com participação em diversas competições, e buscava se profissionalizar no esporte. Seu treinador, Matheus Nascimento, destacou a dedicação do atleta: "Estávamos em busca de profissionalizá-lo, mas ele já tinha muitas lutas amadoras e semi-profissionais. O sonho dele era viver da luta".
A companheira de Pablo, Karen Thaísa, compartilhou com a imprensa detalhes sobre a trajetória esportiva do jovem: "Ele sempre dava o seu melhor. Ele começou no Muay Thai, mas já tinha migrado para o MMA, que era o que ele mais gostava. Ele também fez luta de Jiu Jitsu, que ganhou e levou o troféu de campeão, ele amava isso".
Histórico de trabalho e preparação profissional
Além da dedicação às artes marciais, Pablo Oliveira Costa era conhecido por sua versatilidade e empenho no trabalho. Karen Thaísa relembrou: "Ele fazia de tudo. Com 13 anos, já trabalhava em obra. Ele era um excelente pedreiro, ele literalmente fazia tudo. No momento, estava no ar-condicionado, fez cursos NR35 [treinamento para profissionais que realizam atividades acima de 2 metros de altura] e outro para trabalhar com isso na temporada".
O velório do lutador ocorreu no sábado, dia 7 de setembro, em São José, reunindo familiares, amigos e admiradores que lamentaram a perda precoce. O caso serve como um alerta sobre os riscos envolvidos em trabalhos com eletricidade e a importância de medidas de segurança rigorosas, especialmente em atividades que envolvem redes de alta tensão.