Tragédia na divisa entre estados: lancha colide com píer e deixa seis mortos
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o dramático resgate das vítimas de um grave acidente com uma lancha ocorrido no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo. O incidente, que aconteceu na noite de sábado (21), resultou na morte de seis pessoas, incluindo uma criança de apenas 4 anos e sua mãe, que completaria 36 anos no dia seguinte.
Detalhes do acidente e vítimas
As quinze pessoas que estavam a bordo da embarcação haviam saído de um bar flutuante no Rio Grande e seguiam em direção a um condomínio às margens da represa de Jaguara, em Sacramento (MG), quando ocorreu a colisão com um píer por volta das 22h. Com o impacto violento, parte dos ocupantes foi arremessada para trás e ficou presa quando a lancha virou na água.
As vítimas fatais foram identificadas como:
- Wesley Carlos da Silva, 45 anos
- Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, 40 anos
- Viviane Aredes, 35 anos (que faria 36 anos no domingo)
- Bento Aredes, 4 anos (filho de Viviane)
- Erica Fernanda Lima, 41 anos
- Marina Rodrigues Matias, 22 anos
Todos os falecidos eram moradores de Franca, no interior de São Paulo, e estavam aproveitando o final de semana em uma casa do lado mineiro da represa. Algumas das vítimas chegaram a postar fotos do passeio no bar flutuante nas redes sociais horas antes da tragédia.
Velórios e enterros em Franca
Os corpos das seis vítimas estão sendo velados em Franca nesta segunda-feira (23) e serão sepultados no Cemitério Santo Agostinho e no Jardim das Oliveiras. Os horários dos velórios e enterros foram divulgados:
- Juliana Fernanda: Velório no São Vicente das 6h às 13h, sepultamento às 13h no Jardim das Oliveiras
- Wesley Carlos da Silva: Velório no São Vicente das 6h30 às 16h, sepultamento no Cemitério Santo Agostinho
- Bento e Viviane Aredes: Velório no Memorial Nova Franca da 0h até 10h, sepultamento às 10h no Cemitério Santo Agostinho
- Erica Fernanda Lima: Velório no Santo Agostinho das 9h às 13h, sepultamento no Cemitério Santo Agostinho
- Marina Rodrigues Matias: Velório no São Vicente das 7h às 16h, sepultamento às 16h no Cemitério Jardim das Oliveiras
Circunstâncias do acidente e investigações
Segundo relatos de testemunhas, os turistas perceberam que haviam errado o caminho ao chegarem à frente de um estabelecimento comercial que já estava fechado. Ao tentar retornar, o piloto teria feito uma manobra equivocada, retornando pelo lado direito (boreste) em vez do lado esquerdo (bombordo), passando próximo à margem e atingindo o píer.
"Ao invés deles retornarem a bombordo [esquerda], eles retornaram a boreste [direita], passando próximo à margem, atingindo assim o píer e tombando a lancha", explicou Luís Ricardo Andrade, empresário dono de outro bar flutuante na região que ajudou no socorro às vítimas.
A Polícia Militar informou que o piloto Wesley Carlos da Silva não possuía arrais, a habilitação emitida pela Marinha do Brasil para conduzir embarcações de pequeno porte. A Polícia Civil de Minas Gerais destacou que uma equipe da perícia oficial esteve no local do acidente náutico, em Sacramento, para coletar vestígios e informações que subsidiarão as investigações. O caso está sendo apurado pela Delegacia de Polícia Civil em Sacramento.
Operação de resgate
As imagens compartilhadas nas redes sociais mostram voluntários, mergulhadores e equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) trabalhando intensamente no resgate das vítimas e na operação para desvirar a lancha. O empresário Luís Ricardo Andrade foi um dos primeiros a prestar socorro no local.
O acidente ocorreu na região entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG), áreas conhecidas pelo turismo náutico e que atraem visitantes de várias cidades da região. A tragédia chocou as comunidades locais e levantou questões sobre segurança na navegação em represas e rios da região.