Vídeo revela resgate dramático após colisão de lancha que matou seis na divisa MG-SP
Resgate dramático após colisão de lancha mata seis na divisa MG-SP

Vídeo mostra resgate dramático após colisão fatal de lancha na divisa entre Minas Gerais e São Paulo

Um vídeo registrou os momentos tensos do resgate das vítimas do acidente com uma lancha que colidiu com um píer no Rio Grande, na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, na noite de sábado (21). Das quinze pessoas que estavam a bordo da embarcação, seis morreram afogadas em circunstâncias trágicas.

Empresário relata dificuldades no resgate

O empresário Luís Ricardo Andrade, que tentou ajudar no salvamento, descreveu a cena como desoladora. Segundo seu relato, após a violenta colisão, a lancha virou completamente e ficou sobre as vítimas, impedindo sua saída.

"O maior desafio, na hora em que cheguei, era que a lancha estava virada no raso. Havia uma pessoa tentando ajudar, mas não havia como acessar a parte interna da embarcação. Ela estava completamente virada no raso, então era impossível entrar no casco. Formou-se um bolsão de ar, mas a lancha estava de cabeça para baixo e encostada no solo", detalhou Andrade em entrevista.

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Erro na manobra teria causado a tragédia

De acordo com informações coletadas pelo empresário junto aos sobreviventes, o grupo de turistas seguia para um condomínio após um passeio em um bar flutuante, mas percebeu que havia errado o caminho ao chegar em frente ao estabelecimento de Andrade, que já estava fechado.

Os passageiros alertaram o piloto sobre o equívoco, mas a manobra de retorno realizada foi completamente equivocada. "Ele [sobrevivente] relatou para mim que saíram de um bar flutuante e foram em direção a um condomínio. Quando estavam indo a esse condomínio, eles erraram o caminho. Fizeram o contorno, mas ao invés de fazer o contorno para dentro do rio, para passar pelo meio, pelo fundo, fizeram o contorno e viraram para a direita. Quando viraram para a direita, foram margeando. Quando foram margeando, bateram no píer e viraram a lancha em cima das pessoas que estavam na embarcação", explicou o empresário.

Velórios e sepultamentos das vítimas

Os corpos das seis vítimas fatais estão sendo velados nesta segunda-feira (23) em Franca, São Paulo, cidade onde residiam. Entre os mortos estão uma mãe e seu filho pequeno: Viviane Aredes, que completaria 36 anos no domingo (22), e seu filho Bento Aredes, de apenas 4 anos.

Os sepultamentos ocorrerão no Cemitério Santo Agostinho, com horários distribuídos ao longo do dia:

  • Juliana Fernanda, 40 anos: Velório no São Vicente das 6h às 13h, sepultamento às 13h no Jardim das Oliveiras
  • Wesley Carlos da Silva, 45 anos: Velório no São Vicente das 6h30 às 16h, sepultamento no Cemitério Santo Agostinho
  • Bento e Viviane Aredes: Velório no Memorial Nova Franca da 0h até 10h, sepultamento às 10h no Cemitério Santo Agostinho
  • Erica Fernanda Lima, 41 anos: Velório no Santo Agostinho das 9h às 13h, sepultamento no Cemitério Santo Agostinho
  • Marina Rodrigues Matias, 22 anos: Velório no São Vicente das 7h às 16h, sepultamento às 16h no Cemitério Jardim das Oliveiras

Final de semana trágico para turistas de Franca

Os moradores de Franca que perderam a vida no acidente estavam aproveitando o final de semana em uma casa localizada do lado mineiro da represa. No sábado, realizaram um passeio em um bar flutuante, e algumas pessoas chegaram a compartilhar fotos do momento feliz nas redes sociais.

Por volta das 22h, durante o deslocamento de volta para o condomínio, ocorreu a colisão fatal. Com o impacto violento, parte dos ocupantes foi arremessada para trás e ficou presa quando a embarcação virou na água.

Imagens mostram esforços de resgate

Vídeos e fotografias compartilhados nas redes sociais registram voluntários, mergulhadores e equipes da Guarda Civil Municipal trabalhando intensamente no resgate das vítimas e nas operações para desvirar a lancha. As imagens mostram a dimensão da tragédia e os esforços heróicos dos socorristas.

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Investigação apura irregularidades

Segundo informações da Polícia Militar, o piloto da embarcação, Wesley Carlos da Silva, não possuía arrais - a habilitação específica emitida pela Marinha do Brasil para conduzir embarcações de pequeno porte. Esta irregularidade está sendo investigada como possível fator contribuinte para o acidente.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou, através de nota oficial, que uma equipe da perícia esteve no local do acidente náutico, em Sacramento, e realizou a coleta dos primeiros vestígios e informações que subsidiarão as investigações. O caso está sendo apurado pela Delegacia de Polícia Civil em Sacramento, que busca determinar com precisão as causas da tragédia.