Navio histórico inclina e fica apoiado no fundo do estuário do Porto de Santos
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o navio Professor W. Besnard inclina e fica apoiado no fundo do estuário do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O incidente ocorreu na sexta-feira (13), no Parque Valongo, e assustou pessoas que passavam pelo local. Felizmente, ninguém se feriu durante o ocorrido.
Navio inclina no Porto de Santos
A embarcação, que estava inoperante e atracada no Parque Valongo, inclinou de forma preocupante. A causa da inclinação ainda não foi divulgada oficialmente pelas autoridades. Em nota, a Diretoria de Operações (Diop) da Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o navio é propriedade do Instituto do Mar e ocupa espaço cedido enquanto aguarda providências dos proprietários para sua eventual restauração.
Medidas de segurança implementadas
Diante do ocorrido, a APS tomou medidas imediatas para garantir a segurança e evitar danos ambientais:
- Isolamento da área em terra para evitar acesso de curiosos.
- Instalação de barreiras de contenção no mar para prevenir acidentes ambientais, como vazamento de óleo para o estuário.
- Comunicação à Capitania dos Portos de São Paulo sobre o incidente.
A Diretoria de Operações afirmou que "já tomou todas as providências possíveis" e que não há risco para a navegação no Porto de Santos, uma vez que o navio adernou justamente junto ao cais onde já estava acostado.
Conheça a embarcação histórica
O Professor W. Besnard é uma embarcação com grande valor histórico para o Brasil. Com 49,3 metros de comprimento, foi construído por encomenda do governo paulista e lançado ao mar em 1966. Ao longo de sua trajetória, o navio realizou feitos notáveis:
- Expedições na costa brasileira e no arquipélago de Cabo Verde.
- Mais de 260 viagens para formação de pesquisadores, passando por mais de 10 mil pontos de coleta para estudos científicos.
- Transporte das primeiras equipes de pesquisa brasileiras à Antártica, marcando um capítulo importante na ciência nacional.
Após décadas de serviço, o navio passou por duas reformas na década de 90 e sofreu um grande incêndio em 2008, que o deixou inoperante, aguardando desde então por restauração.
O caso continua sob monitoramento das autoridades portuárias, que buscam esclarecer as causas exatas da inclinação e garantir a preservação ambiental da região.
