Navio histórico Professor W. Besnard afunda parcialmente no Porto de Santos
Uma embarcação de quase 60 anos, que foi pioneira na oceanografia do Brasil, tombou na noite de sexta-feira, 13 de março de 2026, no cais do Parque Valongo, localizado no Porto de Santos, em São Paulo. O navio Professor W. Besnard, que liderou mais de 150 expedições científicas ao longo de quatro décadas, sofreu um afundamento parcial, gerando preocupação entre autoridades e a comunidade científica.
História e importância da embarcação
O barco recebeu esse nome em homenagem ao cientista russo-francês Wladimir Besnard, que se radicou no Brasil para dirigir o Instituto Oceanográfico, a convite dos fundadores da Universidade de São Paulo (USP). Com uma trajetória marcante, o navio foi fundamental para pesquisas navais e oceanográficas no país, acumulando seis décadas de serviços prestados à ciência brasileira.
Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), explicou em vídeo publicado nas redes sociais: “Nós viemos adotar providências para o resgate do navio Professor Besnard, que tem 60 anos de história e de serviços prestados à pesquisa naval brasileira. Hoje, infelizmente, o navio está inativo. O casco sofreu avarias, entrou água e ele adernou.”
Esforços de resgate e preservação
As atividades para resgatar a embarcação, que está inativa desde 2008, continuaram neste domingo, 15 de março. Pomini destacou que, por se tratar de uma empresa pública, a APS não pode custear os trabalhos diretamente, mas pretende mobilizar parceiros e empresas da comunidade portuária local. “Agora, independentemente da propriedade, todos nós precisamos agir. e nós já começamos. Por segurança do canal de navegação, o navio será retirado e levado a um estaleiro.”
Ele acrescentou: “Se as condições permitirem, queremos recuperar esse navio com apoio das empresas e parceiras do Porto de Santos. E se a recuperação completa não for possível, parte dele será preservada aqui no Parque Valongo.” A propriedade do navio é do Instituto do Mar, uma associação sem fins lucrativos que, segundo Pomini, não tem recursos para a recuperação.
Medidas de segurança e investigação
No Instagram, o perfil oficial do Porto de Santos informou que uma equipe de emergência providenciou reforço na amarração e um cerco de contenção ambiental para prevenir danos ecológicos. A Marinha do Brasil anunciou que investigará as causas do incidente, visando entender os fatores que levaram ao tombamento da embarcação histórica.
Este evento ressalta a importância de preservar patrimônios navais e a necessidade de apoio financeiro para manutenção de embarcações históricas, especialmente aquelas vinculadas à pesquisa científica no Brasil.
