Pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (22), segundo fontes de segurança marítima à agência de notícias Reuters e à Agência Marítima do Reino Unido (UKMTO). O incidente ocorre após o Irã reabrir o estreito, que havia sido fechado em retaliação a bombardeios dos EUA e de Israel, e em resposta ao bloqueio norte-americano dos portos iranianos.
Detalhes dos ataques
Um navio com bandeira da Libéria sofreu danos após ser atingido por tiros e granadas lançadas por foguetes ao nordeste de Omã. A UKMTO informou que o comandante da embarcação relatou ter sido abordado por uma lancha da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) e, posteriormente, alvejado. Todos os tripulantes estão seguros e não houve incêndio nem impacto ambiental decorrente do incidente.
Fontes de segurança marítima disseram à Reuters que três pessoas estavam a bordo da lancha. O comandante do navio porta-contêineres, operado por uma empresa grega, também relatou que não houve contato por rádio antes do incidente e que a embarcação havia sido inicialmente informada de que tinha permissão para transitar pelo Estreito de Ormuz.
Segundo e terceiro navios alvejados
A UKMTO afirmou depois que um segundo navio foi alvo de disparos cerca de oito milhas náuticas a oeste do Irã. O navio, com bandeira do Panamá, não foi danificado e sua tripulação está segura. Fontes de segurança marítima disseram que um terceiro navio porta-contêineres foi alvejado cerca de oito milhas náuticas — aproximadamente 15 km — a oeste do Irã enquanto seguia para fora do Estreito de Ormuz. A embarcação, com bandeira da Libéria, não foi danificada, mas parou na água. Sua tripulação está segura, segundo as fontes.
Contexto geopolítico
Antes do início da guerra em 28 de fevereiro, o estreito normalmente respondia por cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural. O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz e fez ameaças após o cessar-fogo no Líbano, intensificando as tensões na região.



