A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã divulgou um comunicado nesta quarta-feira (5) afirmando que o Estreito de Ormuz está liberado para navegação "segura". A mensagem, publicada nas redes sociais e na mídia estatal iraniana, agradece aos capitães e armadores do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã por cumprirem as regulamentações iranianas e contribuírem para a segurança marítima regional. O comunicado ainda destaca que, com as ameaças neutralizadas e novos protocolos em vigor, será garantida a passagem segura e estável pelo estreito.
Enquanto isso, os Estados Unidos e o Irã estão próximos de finalizar um memorando de uma página para encerrar a guerra no Oriente Médio. A informação foi confirmada por uma autoridade do Paquistão envolvida nos esforços de paz, que afirmou à Reuters: "Vamos concluir isso muito em breve. Estamos quase lá." A declaração corroborou uma reportagem do site norte-americano Axios, que revelou a existência do documento e que os EUA esperam uma resposta do Irã nas próximas 48 horas, segundo duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes informadas.
O memorando, de acordo com o Axios, inclui uma moratória sobre limitações ao enriquecimento de urânio pelo Irã, em troca da suspensão de sanções econômicas pelos EUA e da liberação de bilhões em ativos iranianos congelados. A proposta também prevê que ambos os países suspendam seus bloqueios marítimos no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais sensíveis do conflito, que recentemente foi palco de confrontos entre as duas nações.
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Muhammad Ishaq Dar, afirmou que o país busca transformar o cessar-fogo atual entre EUA e Irã — que ficou ameaçado esta semana com o embate em Ormuz — em um fim permanente da guerra. Os EUA aguardam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas. Embora nada tenha sido acordado até o momento, a Casa Branca acredita que este é o momento de maior proximidade entre os dois países desde o início do conflito.
O governo dos EUA ainda não se pronunciou oficialmente sobre o memorando. No entanto, o presidente Donald Trump mencionou um "grande progresso" nas negociações com o Irã ao anunciar, na terça-feira, a suspensão da operação militar que auxiliava o trânsito de navios por Ormuz. Apesar do otimismo, o Axios reporta que muitas autoridades da Casa Branca permanecem céticas quanto à possibilidade de um acordo preliminar, devido à fragmentação da liderança iraniana, que dificulta o consenso. Além disso, há preocupações de que o memorando contenha brechas que possam levar à retomada da guerra no futuro.



