Franca (SP) vive dia de luto com sepultamentos de vítimas de acidente com lancha
A segunda-feira (23) foi marcada por profunda dor e comoção em Franca, no interior de São Paulo, durante os velórios e sepultamentos das seis vítimas do trágico acidente com uma lancha ocorrido no fim de semana no Rio Grande, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Familiares e amigos passaram o dia todo participando das cerimônias fúnebres no Cemitério Santo Agostinho e no Jardim das Oliveiras, locais que receberam os corpos para a despedida final.
Sequência de enterros ao longo do dia
Logo pela manhã, foram sepultados os corpos de Viviane Aparecida Aredes, de 35 anos, e de seu filho, Bento Aredes. Mãe e filho estiveram juntos pela última vez durante as comemorações do aniversário de Viviane, que antecederam a fatalidade. No início da tarde, ocorreram os enterros de Érica Fernanda Lima, de 41 anos, e de Juliana Fernanda de Oliveira, de 40 anos. Após as 16 horas, foram realizados os sepultamentos de Wesley Carlos da Costa, o piloto da lancha, de 45 anos, e de Marina Rodrigues Matias, de 22 anos.
"Tem que ter força, porque sem a força a gente não consegue tomar nenhuma outra decisão, nem falar nada", afirmou a autônoma Diane de Faria, uma das sobreviventes do acidente, em meio à comoção que tomou conta da cidade.
Detalhes da tragédia no Rio Grande
Os seis moradores de Franca perderam a vida no acidente de lancha ocorrido no sábado (20). O grupo aproveitava o final de semana em uma casa localizada no lado mineiro da represa que divide as cidades de Rifaina (SP) e Sacramento (MG). Eles realizaram um passeio em um bar flutuante e algumas pessoas chegaram a postar fotos nas redes sociais durante a ocasião. No deslocamento de volta para o condomínio, por volta das 22 horas, a embarcação colidiu violentamente contra um píer.
Com o impacto, parte dos ocupantes foi arremessada para fora da lancha, enquanto outra parte ficou presa quando a embarcação virou na água. Das quinze pessoas a bordo, seis faleceram no local. As circunstâncias exatas do acidente estão sendo investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais, que busca esclarecer os fatores que levaram à tragédia.
Investigações em andamento
A Marinha do Brasil também está envolvida nas investigações do caso e divulgou uma nota no início da noite desta segunda-feira, informando que a lancha estava com a documentação regularizada, porém o piloto não possuía permissão para operar a embarcação. Sobreviventes relataram que, no momento da colisão, a lancha não estava em alta velocidade. Eles também mencionaram que o piloto teria errado o caminho de volta e foi surpreendido por um píer que estava sem iluminação adequada.
Peritos da Marinha do Brasil estiveram no local do acidente, em Sacramento (MG), para coletar evidências e auxiliar nas apurações. A tragédia deixou a comunidade de Franca e região em estado de choque, com familiares e amigos buscando forças para superar a perda irreparável.