A operação de limpeza na residência de um idoso que acumulava lixo e objetos em Rio Branco, no Acre, teve início nesta quarta-feira (6), após determinação judicial. Equipes de diversas secretarias municipais estão mobilizadas para concluir o serviço até quinta-feira (7).
Reclamações dos vizinhos
Moradores do bairro Jardim Tropical relatam problemas há pelo menos quatro anos. O acúmulo de resíduos tornou o ambiente insalubre, com presença de animais peçonhentos e risco à saúde coletiva.
Acompanhamento do caso
O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, informou que a situação é acompanhada desde o ano passado junto ao Ministério Público do Acre (MP-AC). A ação envolve as secretarias de Cuidados com a Cidade (SMCCI), Meio Ambiente (Semeia) e Saúde (Semsa). "Apenas hoje estamos cumprindo uma decisão judicial. Foram feitos vários estudos de caso, com ajuda do MP e do Tribunal de Justiça", disse.
Planos do idoso
O idoso não pretende continuar em Rio Branco. Seu objetivo é vender o imóvel e mudar-se para o Rio Grande do Norte. "Ele aguarda a alta médica após uma cirurgia para seguir viagem. Seguimos acompanhando para garantir seus direitos fundamentais", explicou Ferreira.
Detalhes da limpeza
A previsão de dois dias para a limpeza se deve à grande quantidade de resíduos e à necessidade de separação adequada dos objetos. "Além de recolher o lixo, faremos a limpeza com caminhão pipa", afirmou o secretário.
Amigo lamenta situação
Raimundo Barros, amigo do idoso, classificou a situação como lamentável. "Ele é um profissional digno, chegou no Acre em 1975 e contribuiu muito para a Universidade Federal do Acre. Infelizmente, teve esse problema", disse.
Decisão judicial
A decisão judicial, baseada em ação do MP-AC de 22 de abril, determinou a intervenção sanitária em 72 horas, com retirada de lixo e sucata. O idoso, que estava internado na UTI, deverá receber acompanhamento após alta, com acolhimento em abrigo ou cuidador em casa. A ação envolve Vigilância Sanitária, equipes ambientais e controle de zoonoses, com apoio da assistência social.
Relatórios técnicos apontaram condições graves, como risco de proliferação de doenças e incêndio, ameaçando o idoso e os vizinhos. A prefeitura já acompanhava o caso, mas só pôde agir após autorização judicial.



