Incêndio atinge escola Prada, prédio histórico e tombado em Limeira
O prefeito de Limeira (SP), Murilo Félix (Podemos), afirmou que 80 escolas do município não possuem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A declaração foi dada em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, na manhã deste sábado (2), um dia após o incêndio que destruiu parte da escola Prada, localizada no Centro da cidade, ao lado do paço municipal.
“Nós temos uma situação na cidade em que 80 escolas precisam ter essa avaliação do Corpo de Bombeiros. No ano passado, no primeiro semestre, a prefeitura de Limeira instalou uma comissão de avaliação de todas essas escolas. Pela quantidade de escolas, uma avaliação longa foi feita e terminou no início deste ano. Já foi instaurado o processo de licitação para a contratação da empresa que fará a avaliação técnica, para que as escolas obtenham o AVCB”, explicou o prefeito.
Murilo Félix não forneceu datas para a conclusão da contratação da empresa nem um prazo estimado para a adequação das unidades escolares. O AVCB é emitido pelo Corpo de Bombeiros e certifica que o imóvel atende às condições adequadas de segurança, incluindo extintores, sinalização de emergência, equipamentos de combate a incêndio, portas corta-fogo e outros itens.
Detalhes do incêndio e da escola
A escola Prada, que completará 80 anos em junho de 2027, atende 320 alunos de cinco a 11 anos. O prédio é tombado como patrimônio histórico do município. Felizmente, não houve registro de feridos, segundo a prefeitura, pois as aulas estavam suspensas devido ao feriado do Dia do Trabalho.
O incêndio pode ter começado na fiação elétrica, conforme apontou o Corpo de Bombeiros de forma preliminar. “Tudo indica, preliminarmente, porque ainda será feita a perícia, que o incêndio tenha começado entre o forro e o telhado do prédio. Provavelmente uma fiação, pela forma como enxergamos o cenário aqui”, informou o capitão Clovis Michelin.
De acordo com Michelin, a propagação do fogo ocorreu dentro do forro, que caiu por inteiro. “Não vimos nenhuma sala mais prejudicada do que a outra, o que diminui a possibilidade de um incêndio que começou em uma sala e se propagou para as outras. Todos os indícios levam a crer que foi um incêndio no entreforro da escola”, complementou.
A diretora escolar Márcia Cechelero afirmou à EPTV que não havia fiação exposta na unidade, mas que era necessária manutenção na rede elétrica. “Mas só o laudo do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil poderá falar”, disse. A diretora lamentou a queima de todo o arquivo de papel da escola. Márcia estima que cerca de 30 mil alunos tenham passado pela unidade desde o início das atividades.
Transferência dos alunos
O prefeito informou que as aulas dos alunos serão transferidas, a partir de quarta-feira (6), para o prédio de uma antiga faculdade localizada a um quilômetro da escola Prada, na rua Clarindo Peixoto de Oliveira. A mudança dos móveis remanescentes começará ainda neste sábado. A prefeitura disponibilizará um telefone, a partir de segunda-feira (4), para que pais e responsáveis tirem dúvidas sobre o novo funcionamento escolar.



