Incêndio destrói parte da histórica Escola Prada em Limeira no Dia do Trabalhador
Incêndio atinge Escola Prada em Limeira e destrói documentos

Um incêndio de grandes proporções atingiu a Escola Municipal Prada, em Limeira (SP), na última sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, destruindo parcialmente o prédio histórico. A Prefeitura de Limeira está analisando três possíveis locais para realocar os aproximadamente 300 alunos, com idades entre 5 e 11 anos, que estudavam na unidade. O prefeito Murilo Felix havia anunciado à EPTV, afiliada da TV Globo, que os estudantes seriam transferidos nesta quarta-feira (6) para o prédio de uma antiga faculdade. Contudo, na tarde desta segunda-feira (4), a administração municipal confirmou que o destino ainda não foi definido.

Reuniões para definir remanejamento

Representantes de diversas secretarias estão reunidos no Paço Municipal para discutir o remanejamento dos alunos, a previsão de retorno das aulas e o plano de reforma do edifício danificado pelo fogo. O secretário de Educação, Antônio Montesano Neto, explicou: "A previsão inicial é que nós consigamos fazer isso na quarta-feira, mas ainda nós não podemos confirmar porque os contratos ainda não foram assinados, existem ainda algumas pendências administrativas para que a gente possa definir essa data com precisão."

Sem feridos e danos extensos

Felizmente, não houve registro de feridos, pois as aulas estavam suspensas devido ao feriado. O incêndio destruiu arquivos de pelo menos 12 mil alunos, que estavam armazenados na Secretaria e na Direção da escola. Salas de aula, de informática, coordenação e a ala de educação infantil também foram consumidas pelas chamas, que atingiram mais de dez cômodos. "Pelo menos dois blocos ainda não foram afetados pelo incêndio. No bloco principal, que é onde ficava toda a parte de secretaria, de documentação e algumas salas de aulas, isso foi destruído pelo fogo", relatou o secretário.

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Patrimônio histórico de 80 anos

A escola completará 80 anos em junho de 2027. O prédio, tombado como patrimônio histórico municipal, integrava o antigo conjunto Prada, onde funcionava uma das maiores fábricas de chapéus da América Latina. Estima-se que cerca de 30 mil alunos já tenham estudado na unidade desde sua fundação. Sobre a recuperação, o secretário afirmou: "A gente começou a conversar com arquitetos, engenheiros, e vários deles dizem que é possível recuperar essas paredes e que é possível restaurar. Mas a gente só vai poder definir isso depois que a gente tiver um parecer da polícia científica e também nós vamos contratar um pessoal especializado para poder definir o que é possível reaproveitar ou não."

Falta de AVCB e problemas estruturais

O Corpo de Bombeiros apontou, de forma preliminar, que o incêndio pode ter começado na fiação elétrica. O edifício, assim como outras 40 unidades escolares da cidade, não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que certifica condições de segurança como extintores, sinalização de emergência e equipamentos de combate a incêndio. O secretário comentou: "Na escola Prada não era questão só o AVCB. Tinha que fazer uma restauração. A gente tinha problema no telhado, nós tínhamos alguns problemas de infiltração, um piso que estava já precisando ser trocado. Então, nós já temos um grande projeto de reforma e que agora vai ser viabilizado, mas estava em andamento esse projeto."

A administração municipal informou que, ao assumir a gestão em janeiro de 2025, identificou "muitas escolas da rede municipal sem o AVCB e com problemas estruturais graves". Uma comissão técnica foi instalada para realizar o levantamento completo e adotar as providências necessárias. O prefeito Murilo Felix não estabeleceu prazos para a contratação de empresa nem para a adequação das escolas.

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