Menino de 3 anos morre afogado em casa de bombas sem proteção em Novo Hamburgo
Criança de 3 anos morre afogada em casa de bombas sem proteção

Tragédia em Novo Hamburgo: Menino de três anos morre afogado em casa de bombas sem proteção

Uma tarde de quarta-feira (25) transformou-se em tragédia para uma família do bairro Canudos, em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Um menino de apenas três anos de idade faleceu após cair e se afogar em uma casa de bombas localizada nas proximidades de sua residência.

Detalhes do acidente que chocou a comunidade

Segundo informações da Polícia Civil, o local do acidente não possuía portão, muros ou qualquer tipo de proteção ao redor da área do reservatório. A família morava nas imediações da estrutura técnica.

O momento do acidente ocorreu durante a rotina familiar: enquanto a mãe dava banho em um dos filhos, os demais estavam sob os cuidados do padrasto. Foi exatamente quando o homem se ausentou para ir ao banheiro que a tragédia aconteceu.

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A criança teria saído correndo da casa e, pouco depois, foi encontrada boiando no reservatório. Parentes realizaram o resgate imediato e levaram a vítima à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Canudos, mas já era tarde demais.

Esforços médicos e declaração da prefeitura

Em nota oficial, a Prefeitura de Novo Hamburgo informou que o menino chegou à unidade de saúde por volta das 15h20, já em parada cardiorrespiratória. "A equipe de saúde realizou manobras de reanimação por aproximadamente 60 minutos, seguindo rigorosamente todos os protocolos médicos indicados para a situação", afirmou a administração municipal.

Apesar dos intensos esforços da equipe médica, que dedicou uma hora completa às tentativas de reanimação, a criança não resistiu aos ferimentos causados pelo afogamento.

Sobre a falta de proteção na casa de bombas, a prefeitura destacou que se trata de "uma estrutura técnica essencial ao sistema de drenagem e proteção contra cheias, não destinada à circulação pública". No entanto, devido ao acidente fatal, a administração municipal comprometeu-se a avaliar as condições de segurança do local.

Medidas de segurança e procedimentos pós-acidente

A prefeitura anunciou que "medidas de proteção e restrição de acesso já estão sendo analisadas pelas equipes técnicas", com o objetivo claro de reduzir riscos e prevenir novas ocorrências similares na área.

Além disso, o município informou que a Guarda Municipal acompanhou a mãe da criança até a Delegacia de Polícia para o registro formal da ocorrência. Foram realizados todos os encaminhamentos necessários para a liberação do corpo pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).

As autoridades não divulgaram o nome do menino, preservando a privacidade da família enlutada. A tragédia serve como alerta sobre a importância de medidas de segurança em áreas técnicas próximas a residências, especialmente quando há crianças no entorno.

Este caso trágico reforça a necessidade constante de vigilância parental e de estruturas adequadas de proteção em todos os espaços que possam representar risco para crianças pequenas, mesmo aqueles originalmente não destinados ao uso público.

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