Celular explode e causa queimaduras graves em menino de 6 anos no Recife
Um menino de 6 anos sofreu queimaduras significativas após um celular explodir enquanto ele jogava videogame no aparelho. O acidente ocorreu na casa da família, localizada no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, na terça-feira (21). A mãe do menino, Karolina Oliveira, relatou ao g1 os momentos de susto e desespero que seguiram a explosão, descrevendo um barulho semelhante a uma bomba e uma fumaça intensa que tomou conta do quarto.
Com a explosão, o colchão onde a criança estava deitada começou a pegar fogo, e o ambiente ficou repleto de fumaça. "Teve um barulho, um 'pipoco', uma zoada de bomba. Uma explosão e ele gritando. Aí quando eu olhei foi uma fumaça. Eu fui e peguei ele, corri com ele para o banheiro e pedi a minha enteada para jogar água no colchão, porque, como foi uma explosão, estava começando a pegar fogo", disse Karolina em entrevista ao g1 nesta quarta-feira (22).
Resposta imediata e estado de saúde da vítima
Karolina contou que, ao perceber as queimaduras no corpo do filho, colocou-o imediatamente no chuveiro. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a vítima com várias queimaduras nos braços e próximo à barriga, além de um buraco deixado pela explosão no colchão. No momento do acidente, também estavam na casa o filho mais velho de Karolina e dois enteados.
O menino foi levado primeiro para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Caxangá, na Zona Oeste do Recife, e depois transferido para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby. Ele foi internado na Unidade de Queimados do HR com queimaduras de segundo e terceiro graus nos braços, mãos, tórax e queixo.
O cirurgião plástico Marcos Barreto informou à TV Globo que aproximadamente 15% da superfície corporal do garoto ficou comprometida pelas queimaduras. "Ele está estável, está bem, se alimentando, andando", afirmou o médico. O menino não tem previsão de alta, mas está longe de perigo, conforme relatado pela mãe, que expressou alívio com a recuperação.
Detalhes do incidente e reflexões da família
Karolina revelou que, momentos antes do acidente, havia proibido o caçula de usar o celular e pediu ao irmão mais velho para esconder o aparelho no quarto. No entanto, o menino foi para o quarto, conectou o celular no carregador e começou a usá-lo no escuro, deitado na cama. "Eu fui para a cozinha, e ele foi para o quarto onde estava o celular. Com a luz apagada, ele conectou o celular no carregador e meio que se deitou na cama, ficou meio que sentado e deitado, só mexendo no celular", explicou a mãe.
Ela também destacou que o celular pertence ao primogênito e que tenta evitar que o caçula use o aparelho devido aos riscos. "Nem passou pela minha cabeça que poderia acontecer isso. Eu tirei dele porque não pode, é perigoso. Mesmo nunca tendo visto um caso assim, que a gente só vê pela internet, desses acidentes com celular, você nunca imagina que vai acontecer com você", declarou Karolina, enfatizando a surpresa e o choque com o evento inesperado.
Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o nome da criança não foi divulgado. A família segue acompanhando a recuperação do menino, que, apesar das graves queimaduras, mostra sinais positivos de melhora, conforme atestado pelos médicos e pela mãe.



