Bebê de sete meses sofre queimaduras graves durante banho em berçário de escola particular
Um bebê de apenas sete meses de idade teve 29% do corpo queimado durante um banho em um berçário de uma escola particular localizada em Rio Verde, no sudoeste do estado de Goiás. As lesões, classificadas como queimaduras de segundo grau, atingiram principalmente a região genital, os membros inferiores e os pés da criança, conforme detalhado em um relatório médico obtido pela TV Anhanguera.
Incidente ocorre no primeiro dia de retorno da mãe ao trabalho
O caso aconteceu exatamente no primeiro dia em que a mãe havia retornado ao trabalho após o término da licença-maternidade. Em entrevista à TV Anhanguera, ela relatou que recebeu uma ligação da escola informando sobre um incidente e foi até o local sem saber exatamente o que havia ocorrido. Ao chegar à unidade, a mãe encontrou o filho desmaiado no colo de uma funcionária, situação que a levou a agir rapidamente, sem aguardar explicações detalhadas, e transportar a criança imediatamente para um hospital particular situado a poucos minutos da escola.
No atendimento hospitalar, o bebê necessitou de cuidados emergenciais urgentes. Segundo relatos da família, ele apresentava lesões visíveis por todo o corpo, com vermelhidão intensa e bolhas, especialmente nos pés. A gravidade da situação exigiu uma intervenção médica rápida para evitar o agravamento do quadro clínico da criança.
Mãe expressa choque e decepção com a segurança do berçário
A mãe do bebê afirmou estar profundamente abalada com o episódio, destacando que isso ocorreu justamente no primeiro dia em que precisou deixar o filho sob os cuidados da instituição após o fim da licença-maternidade. Ela explicou que a escolha do berçário foi baseada na busca por um ambiente seguro e confiável, o que tornou o incidente ainda mais impactante e preocupante para a família.
Laudo médico detalha extensão das lesões e tratamento aplicado
De acordo com o relatório médico, o bebê sofreu queimaduras em 29% do corpo, com lesões específicas classificadas como de segundo grau. As áreas mais afetadas foram a região genital e os membros inferiores. O documento também indica que, devido à intensidade da dor, a equipe médica optou pelo uso de morfina, um medicamento indicado para casos de dor intensa. Além disso, a criança precisou de hidratação com soro para estabilização do quadro clínico.
Após receber o atendimento necessário, o bebê apresentou uma melhora progressiva e recebeu alta hospitalar. Atualmente, ele segue em processo de recuperação em casa, com acompanhamento contínuo de especialistas, incluindo dermatologista e pediatra, para garantir uma recuperação adequada e monitorar possíveis complicações.
Escola toma medidas após o incidente e oferece suporte à família
Em nota enviada à TV Anhanguera, o Colégio Educar informou que a funcionária responsável pelo incidente foi desligada da instituição por descumprimento de protocolos internos de segurança. A escola afirmou ainda que está prestando assistência integral à saúde da criança e oferecendo suporte financeiro para cobrir as despesas médicas relacionadas ao tratamento.
Segundo a nota oficial, o bebê já está em casa e a equipe do berçário está passando por novos treinamentos de segurança para prevenir futuros acidentes. A escola reforçou seu compromisso com a segurança e o bem-estar dos alunos, buscando aprender com o ocorrido e implementar melhorias nos procedimentos de cuidado infantil.



