Acordo nuclear EUA-Arábia Saudita preocupa Israel com corrida armamentista
Acordo nuclear EUA-Arábia Saudita preocupa Israel

O possível acordo nuclear entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita tem gerado forte preocupação em Israel, com temores de que o programa civil saudita possa evoluir para a produção de armas nucleares, desencadeando uma corrida armamentista no Oriente Médio. O ministro israelense tentou minimizar o impacto do entendimento, mas a oposição vê risco de proliferação nuclear na região e critica o acordo por não condicionar a cooperação com Riad à normalização de relações com o Estado Judeu.

Detalhes do acordo e reações em Israel

O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu-se com o príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em 18 de novembro de 2025. As negociações ocorrem sem a inclusão de Israel, o que levanta críticas sobre a diminuição da influência israelense em Washington.

Segundo fontes diplomáticas, o acordo permitiria à Arábia Saudita desenvolver um programa nuclear civil com assistência americana, mas sem salvaguardas explícitas que impeçam o enriquecimento de urânio para fins militares. Isso acendeu alertas em Israel, que vê o país como um potencial rival estratégico.

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Impactos na estabilidade regional

Analistas apontam que, se concretizado, o acordo poderia levar outros países da região, como Egito e Turquia, a buscar capacidades nucleares, aumentando o risco de proliferação. A oposição israelense criticou duramente o governo por não garantir que a cooperação com Riad esteja vinculada ao reconhecimento de Israel.

"Este acordo é uma ameaça direta à segurança de Israel e à estabilidade do Oriente Médio", afirmou um porta-voz da oposição. "O governo israelense falhou em assegurar que qualquer cooperação nuclear com a Arábia Saudita seja condicionada à normalização das relações."

Posição do governo israelense

O ministro israelense, em declaração oficial, tentou minimizar os riscos, afirmando que Israel mantém sua superioridade militar e que o acordo não representa uma ameaça imediata. No entanto, especialistas alertam que o programa nuclear saudita, mesmo que civil, pode ser usado como cobertura para o desenvolvimento de armas, especialmente se não houver inspeções rigorosas.

O governo Trump, por sua vez, defende o acordo como parte de sua estratégia de fortalecimento de laços com aliados no Golfo, sem mencionar a necessidade de incluir Israel nas negociações. A falta de coordenação com Tel Aviv tem sido vista como um sinal de erosão da aliança estratégica entre EUA e Israel.

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