Neste confronto direto na parte de baixo da tabela do Campeonato Brasileiro, Vitória e Vasco se enfrentam neste domingo, no Barradão, em Salvador. Apenas dois pontos separam as equipes: o Vitória é o 13º colocado, com 22 pontos, enquanto o Vasco ocupa a 17ª posição, com 20 pontos, dentro da zona de rebaixamento.
Finalizações: quantidade versus eficácia
O Vasco é o time que mais finaliza no Brasileirão, com média de 16,8 conclusões por partida. Já o Vitória é o segundo que menos finaliza, com apenas 10,8 por jogo. No entanto, a eficácia é o que realmente importa: o Vitória possui a sexta melhor eficiência ofensiva, com um gol a cada 8,7 tentativas no agregado dos mandos. O Vasco, por sua vez, tem a segunda pior eficiência, precisando de 13,7 finalizações para marcar um gol.
O Vasco também lidera em finalizações de dentro da área (média de 8,9 por jogo), mas a alta quantidade de chutes de fora (7,9 por partida) compromete o desempenho. Em 160 finalizações de dentro da área, o Vasco marca um gol a cada oito tentativas; já em 142 conclusões de fora, a média cai drasticamente para um gol a cada 71 tentativas. Como comparação, o Vitória tem apenas 79 finalizações de fora da área, com um gol a cada 19,8 chutes.
Desempenho defensivo e mandos de campo
Defensivamente, as equipes são mais equilibradas. O Vitória é o quinto que mais permite finalizações (13,6 por jogo), com a 12ª resistência (um gol sofrido a cada 9,3 conclusões). O Vasco é o oitavo em finalizações sofridas (12,3), mas tem a segunda menor resistência, sofrendo um gol a cada 7,6 chutes adversários.
Em casa, o ataque do Vitória é ainda mais eficaz: um gol a cada 6,9 tentativas, com média de 12,0 finalizações por jogo. Quando visitante, o Vasco é o décimo em finalizações sofridas (13,8), com a quinta menor resistência defensiva (um gol a cada 7,9 conclusões contrárias). No ataque fora de casa, o Vasco é o visitante que mais finaliza (15,6), mas ocupa a 14ª eficiência, com um gol a cada 12,5 tentativas.
O grande desafio do Vasco será enfrentar a melhor resistência defensiva do campeonato: o Vitória sofre um gol a cada 30,7 finalizações contrárias em seus domínios. O time baiano é o 11º mandante em finalizações sofridas (11,5 por jogo), mas a solidez defensiva é impressionante.
Histórico e campanhas recentes
O histórico favorece o Vitória: desde 2006, em jogos pela Série A no Barradão, o time da casa venceu cinco vezes e perdeu apenas duas. A campanha caseira do Vitória é a terceira melhor do Brasileirão, com seis vitórias, um empate e uma derrota (aproveitamento de 79%). O ataque em casa é o sexto melhor (14 gols, média de 1,75), e a defesa é a melhor, com apenas três gols sofridos em oito jogos (média de 0,38). Em seis dos últimos oito jogos em casa, o Vitória não levou gol (75%).
O Vasco, por sua vez, ainda não venceu fora de casa na competição. A campanha forasteira é a quarta pior: quatro empates e quatro derrotas em oito jogos (aproveitamento de 17%). O ataque visitante é o sétimo melhor (dez gols, 1,25 por jogo), mas a defesa é a terceira pior, com 16 gols sofridos (média de 2,00). O Vasco levou gol em todas as partidas como visitante.
Cuidado com os contra-ataques
Em busca do primeiro triunfo fora de casa, o Vasco precisará de atenção especial aos contra-ataques. A equipe carioca sofreu quatro gols dessa forma quando visitante, a pior marca defensiva no quesito. O Vitória, por outro lado, já marcou dois gols em contragolpes como mandante, a terceira melhor marca.
Segundo o economista Bruno Imaizumi, que calcula as probabilidades com modelos estatísticos sobre microdados desde 2013, os números indicam um jogo equilibrado, mas com ligeira vantagem para o Vitória, que conta com o fator casa e a solidez defensiva. O Vasco precisará melhorar sua eficiência ofensiva e evitar os contra-ataques para sair de Salvador com um resultado positivo.



