O Itaú Unibanco classificou como exagerada a previsão de que o Brasil enfrentará um 'abismo fiscal' em 2027, com contas públicas negativas. Em relatório divulgado nesta terça-feira, o banco afirma que o cenário é menos grave do que o apontado por alguns analistas, mas ressalta que reformas estruturais são indispensáveis para garantir a sustentabilidade fiscal no médio prazo.
O que diz o relatório do Itaú
Segundo o estudo, as projeções de déficit primário para 2027 estão dentro de um intervalo administrável, desde que haja compromisso com o ajuste fiscal. O banco estima que o déficit pode ficar entre 0,5% e 1% do PIB, longe de um colapso. 'O chamado abismo fiscal é uma narrativa exagerada. O Brasil tem condições de evitar uma crise, mas precisa de reformas', afirmou o economista-chefe do Itaú, Mario Mesquita, em nota.
Reformas necessárias
O Itaú destaca que as reformas administrativa e tributária são prioritárias para conter o crescimento das despesas obrigatórias. Sem elas, o governo pode enfrentar dificuldades para cumprir o teto de gastos. 'A situação exige ação do Congresso e do Executivo para aprovar medidas que reduzam o custo da máquina pública', diz o relatório.
Impacto nos mercados
A avaliação do Itaú ocorre em meio a um clima de cautela nos mercados, com o Ibovespa operando sem força e tentando manter os 173 mil pontos. A bolsa brasileira repete padrão de anos eleitorais, com volatilidade e incertezas fiscais. 'Investidores estão atentos ao debate fiscal, mas o Itaú traz um alívio ao relativizar o risco de curto prazo', comentou um analista de mercado.
Outros temas em destaque
No mesmo dia, a Gafisa anunciou a venda de imóveis de alto padrão no Rio de Janeiro para levantar caixa, enquanto a T4F (SHOW3) atingiu quórum em OPA para fechamento de capital. Já os FIIs pagaram dividendos com yields de até 1,80%, atraindo investidores. Na política, pesquisa Real Time Big Data mostrou Lula liderando o primeiro turno com 40%, contra 33% de Flávio Bolsonaro.



