IPC-S sobe 0,20 p.p. na segunda quadrissemana de julho
IPC-S sobe 0,20 p.p. na segunda quadrissemana de julho

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,20 ponto percentual na segunda quadrissemana de julho de 2026, passando de 0,12% para 0,32%, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Principais influências no índice

Seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração na taxa de variação. O grupo Habitação foi o que mais contribuiu para o avanço, com a taxa passando de 0,21% para 0,55%. Dentro desse grupo, o item tarifa de eletricidade residencial subiu de 1,03% para 1,82%.

O grupo Transportes também teve impacto significativo, com a taxa variando de -0,04% para 0,14%, influenciado pelo aumento nos preços da gasolina, que passaram de -0,06% para 0,22%.

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Outros grupos em alta

Os grupos Alimentação (de 0,40% para 0,43%), Vestuário (de 0,34% para 0,39%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,18% para 0,27%) e Comunicação (de 0,00% para 0,07%) também registraram aceleração em suas taxas de variação.

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (de 0,17% para 0,08%) e Despesas Diversas (de 0,39% para 0,35%) apresentaram desaceleração.

Contexto e expectativas

O IPC-S é um indicador precursor da inflação ao consumidor, medindo a variação de preços de uma cesta de bens e serviços para famílias com renda entre 1 e 33 salários mínimos. A alta na segunda quadrissemana de julho reflete pressões pontuais, especialmente em itens regulados como energia elétrica e combustíveis.

Segundo a FGV, o resultado do IPC-S contribui para a formação das expectativas de inflação para o fechamento do mês e para os próximos meses. O índice acumulado no ano e em 12 meses também é monitorado pelo Banco Central para a condução da política monetária.

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