Pequenos negócios no Brasil estão encontrando uma nova fonte de renda ao se associarem a grandes redes de comércio eletrônico como pontos de coleta e distribuição de pacotes. Essa parceria beneficia tanto os empreendedores locais, que aumentam o fluxo de clientes e obtêm ganhos extras, quanto as plataformas de e-commerce, que ganham agilidade logística.
Como funciona a parceria
Lojas de bairro, papelarias e outros pequenos estabelecimentos se cadastram em programas de grandes varejistas online, como Magazine Luiza e Shopee, para receber e armazenar encomendas dos clientes. Os consumidores podem retirar seus pedidos nesses pontos, evitando esperar pelo entregador em casa. Em troca, os pequenos empresários recebem uma comissão por cada pacote coletado.
Exemplo de sucesso no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o dono de uma papelaria, Edson Batista, comemora o aumento no movimento desde que aderiu ao programa. "Antes, a loja ficava parada em alguns horários. Agora, com as encomendas, recebo mais clientes e ainda tenho uma renda extra no fim do mês", afirma. Segundo ele, a parceria já representa cerca de 20% do faturamento mensal do estabelecimento.
Impacto para o e-commerce
Para as plataformas de e-commerce, a estratégia reduz custos com entregas de última milha e aumenta a capilaridade, especialmente em áreas de difícil acesso. A Shopee, por exemplo, expandiu sua rede de pontos de coleta para mais de 10 mil pequenos negócios em todo o Brasil. A Magazine Luiza também investe na modalidade, com mais de 5 mil pontos ativos.
Benefícios para os consumidores
Os consumidores ganham flexibilidade, podendo escolher o ponto de retirada mais próximo e conveniente. Além disso, a taxa de sucesso na entrega aumenta, já que os pacotes são entregues em locais comerciais com horário estendido. "É muito prático. Posso retirar minha encomenda a caminho do trabalho", diz uma cliente em São Paulo.
Perspectivas de crescimento
Especialistas apontam que a tendência é de crescimento, com cada vez mais pequenos negócios aderindo ao modelo. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) estima que o número de pontos de coleta em pequenos estabelecimentos deve dobrar nos próximos dois anos, impulsionado pela expansão do e-commerce no país.



