O novo tarifaço dos Estados Unidos, que pode elevar a alíquota de importação de 5% para 30%, deve gerar forte pressão sobre os exportadores brasileiros. Segundo Virgínia Pillekamp, advogada do BMA Advogados, os importadores americanos tendem a exigir redução nos preços dos produtos brasileiros para compensar o aumento do custo da tarifa.
Impacto imediato nas negociações
Pillekamp alerta que os exportadores precisam revisar contratos e estratégias comerciais para evitar problemas jurídicos e fiscais. “A tarifa, que pode passar de 5% para 30%, pressiona fornecedores a renegociar e absorver parte dos custos”, afirma. A especialista recomenda contratos bem definidos e cláusulas que permitam adaptação diante da volatilidade do cenário.
Setores mais afetados
Os setores que mais exportam para os EUA, como máquinas, equipamentos elétricos e produtos siderúrgicos, devem sentir os efeitos primeiro. A WEG, fabricante de motores elétricos com fábrica em Jaraguá do Sul (SC), é um exemplo de empresa que pode enfrentar dificuldades se não renegociar contratos.
Estratégias de mitigação
Para evitar perdas, os exportadores devem diversificar mercados, buscar acordos comerciais alternativos e incluir cláusulas de revisão de preço atreladas a variações tarifárias. Pillekamp enfatiza que “contratos robustos e flexíveis são essenciais para navegar nesse ambiente de incertezas”.
Reação do governo brasileiro
O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente, mas especialistas esperam que o Itamaraty busque negociações bilaterais para minimizar os impactos. Enquanto isso, a pressão sobre os exportadores deve aumentar à medida que a tarifa se aproxima dos 30%.



