O centro-direita de Minas Gerais segue sem definição sobre os rumos para as eleições de 2026. O governador Romeu Zema (Novo) e o senador Rodrigo Pacheco (PSD) são os principais nomes do campo, mas ainda não há consenso sobre alianças ou candidaturas. A indefinição ocorre em meio a cenários políticos distintos: enquanto Zema tenta viabilizar um projeto nacional, Pacheco busca consolidar sua posição no Senado.
Cenários distintos para Zema e Pacheco
Segundo fontes ouvidas pelo Valor, Zema avalia uma possível candidatura presidencial em 2026, o que deixaria o governo mineiro vago. Já Pacheco, que preside o Senado, não descarta disputar o governo estadual, mas também não confirma. A falta de definição gera expectativa nos bastidores políticos, especialmente após as eleições municipais de 2024, que devem redesenhar o tabuleiro eleitoral.
Nos bastidores, há quem defenda que o centro-direita mineiro precisa de uma estratégia única para não fragmentar o campo. No entanto, as diferenças entre os grupos de Zema e Pacheco dificultam um alinhamento. Enquanto o governador tem perfil mais liberal e ligado ao Novo, o senador é visto como mais pragmático e com trânsito no PSD.
Expectativas para as eleições municipais
As eleições municipais de outubro são vistas como um termômetro para 2026. Os partidos do centro-direita devem usar o pleito para fortalecer suas bases e testar possíveis candidatos. A avaliação é que os resultados municipais influenciarão diretamente as decisões sobre as alianças estaduais e nacionais.
“O cenário está em aberto, e as eleições municipais serão fundamentais para calibrar as estratégias”, afirma um político mineiro ligado ao grupo. “Há um desejo de unidade, mas as diferenças ainda são grandes.”
Impacto para o cenário nacional
A indefinição em Minas Gerais não afeta apenas o estado, mas também o cenário nacional. Minas é um dos maiores colégios eleitorais do país, e uma candidatura de Zema ao Planalto poderia alterar o equilíbrio das forças. Por outro lado, se Pacheco disputar o governo, ele se tornaria um nome forte para a oposição em um estado historicamente dividido.
Até o momento, nenhuma decisão oficial foi tomada. Os principais atores do centro-direita mineiro preferem aguardar o desenrolar dos eventos, evitando antecipar movimentos que possam ser prejudiciais.



