Cleitinho anuncia que não disputará governo de MG e chora
Cleitinho desiste da disputa pelo governo de MG

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciou, nesta segunda-feira (3), que não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A confirmação veio por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual o parlamentar aparece emocionado e chora ao comunicar a decisão. O anúncio acontece após a perda do irmão, Matheus Augusto Azevedo, ocorrida no dia 18 de julho, e em meio a um cenário político no qual ele liderava as pesquisas de intenção de voto para o Palácio da Liberdade.

No vídeo, o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, afirma que a decisão foi tomada "espontaneamente, diante do momento difícil que está vivenciando". A comoção tomou conta do senador, que não detalhou os motivos, mas agradeceu o apoio recebido e pediu compreensão. A ausência de Cleitinho no pleito redefine a corrida eleitoral em Minas Gerais, estado estratégico para os cenários nacional e regional.

Pesquisa Quaest mostrava liderança de Cleitinho

Pesquisa Quaest divulgada na semana passada, encomendada pela Genial Investimentos, apontava Cleitinho como favorito em todos os cenários de primeiro e segundo turno em que aparecia. No levantamento de 28 de julho, realizado entre os dias 22 e 26, o senador aparecia numericamente à frente de outros postulantes, como o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o deputado federal Patrus Ananias (PT) e o vice-governador Mateus Simões (PSD).

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Com a saída de Cleitinho, a pesquisa sem o nome dele mostra Kalil liderando com 15% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias com 13% e Mateus Simões com 9%. Outros nomes citados incluem Gabriel Azevedo (MDB) com 6%, Flávio Roscoe (PL) com 4%, Ben Mendes (Missão) com 2%, e Maria da Consolação (PSOL) com 1%. Os indecisos somam 27%, e os que declaram voto branco, nulo ou não pretendem votar chegam a 23%.

Impacto na disputa e rejeição dos candidatos

A desistência de Cleitinho altera o equilíbrio de forças, especialmente no segundo turno. Em um cenário simulado sem ele, Mateus Simões (PSD) e Alexandre Kalil (PDT) aparecem tecnicamente empatados, com 30% e 29%, respectivamente, enquanto 19% estão indecisos e 22% votariam em branco ou nulo. Em outro cenário, Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões também empatam com 30% cada, com 18% de indecisos e 22% de votos inválidos.

A pesquisa também mediu a rejeição dos potenciais candidatos. Kalil lidera o índice de rejeição com 39%, seguido por Patrus Ananias com 35%. Cleitinho, que não está mais no páreo, tinha 20% de rejeição, o mesmo índice de abril. Gabriel Azevedo tem 13%, Mateus Simões 12%, Flávio Roscoe 9%, e os demais oscilam entre 7% e 11%.

Eleitorado ainda pode mudar de voto

O levantamento da Quaest revela que 63% dos eleitores mineiros ainda podem mudar sua escolha para governador, enquanto 36% consideram a decisão definitiva. Em abril, esses índices eram de 60% e 38%, respectivamente, indicando uma ligeira tendência de consolidação, mas ainda com margem para reviravoltas.

A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-034/90/2026 e ouviu 1.482 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Os dados foram coletados entre os dias 22 e 26 de julho.

Repercussão e próximos passos

A decisão de Cleitinho abre espaço para que outros partidos reavaliem suas estratégias. O Republicanos, legenda do senador, deve agora focar em candidaturas proporcionais e na aliança estadual. A comoção no vídeo gerou grande repercussão nas redes sociais, com apoiadores lamentando a desistência e desejando forças ao parlamentar.

Com a saída de Cleitinho, a disputa pelo governo de Minas Gerais se concentra em nomes como Kalil, Patrus e Simões, mas a alta taxa de indecisos (27%) indica que o cenário ainda é fluido. A eleição promete ser acirrada, e os próximos meses serão decisivos para a definição das candidaturas e das alianças.

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