Portugal exige visto prévio para residência de brasileiros
Portugal exige visto prévio para residência de brasileiros

Portugal implementou medidas mais rigorosas para a concessão de autorizações de residência, exigindo que brasileiros obtenham visto prévio antes de solicitar a regularização em território português. A mudança elimina a possibilidade de regularização sem visto, que antes era permitida em alguns casos.

Novas regras entram em vigor

A partir de agora, só será possível pedir autorização de residência em Portugal com visto prévio. Isso significa que brasileiros que desejam morar no país devem solicitar o visto nos consulados portugueses no Brasil antes de viajar. A medida visa controlar melhor a imigração e evitar situações de irregularidade.

A advogada Caroline Campos, especialista em imigração, explica que a regra é geral, mas há exceções para familiares de cidadãos europeus. "Familiares de europeus têm alternativas menos restritivas, mas a maioria dos brasileiros precisará do visto prévio", afirma.

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Orientações de especialistas

O advogado Wilson Bicalho recomenda que os interessados busquem informações nos consulados e preparem a documentação com antecedência. Ele destaca a chamada "via verde" para trabalhadores em setores específicos, como tecnologia e saúde. "Essa é uma opção viável para quem tem qualificação profissional e oferta de emprego em Portugal", diz.

Bicalho também alerta que o processo pode levar meses, por isso é importante planejar a mudança com cuidado. "Não adianta viajar sem o visto, pois a regularização posterior ficou mais difícil", complementa.

Impacto para brasileiros

As novas regras afetam diretamente os brasileiros, que representam um dos maiores grupos de imigrantes em Portugal. Segundo dados oficiais, mais de 250 mil brasileiros vivem no país. Com as mudanças, espera-se uma redução no número de pedidos de residência feitos em território português.

Especialistas recomendam que os interessados consultem um advogado de imigração e iniciem o processo o quanto antes. "A burocracia aumentou, mas ainda é possível migrar de forma legal", conclui Campos.

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