As Forças Armadas do Iêmen, controladas pelos houthis, anunciaram nesta segunda-feira (20) um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, afirmando que a medida entra em vigor imediatamente e foi adotada sob o princípio de “bloqueio por bloqueio”. O comunicado acusa Riad de manter, há cerca de 12 anos, um bloqueio ao Iêmen e de “saquear suas riquezas”.
Detalhes do bloqueio e reação houthi
O comunicado não detalha como a proibição da navegação será implementada nem quais embarcações ou rotas serão consideradas alvo da medida. Segundo o porta-voz militar do grupo, brigadeiro-general Yahya Saree, “o bloqueio imposto pelo inimigo saudita não pode ser aceito nem tolerado” e o povo iemenita “não pode continuar sofrendo sob um bloqueio injusto e sendo alvo de agressões sem tomar uma posição”.
“Anunciamos a proibição da navegação marítima para o inimigo saudita, de acordo com o princípio de ‘bloqueio por bloqueio’. A proibição entra em vigor imediatamente”, declarou Saree.
Ameaças e contexto regional
Os houthis afirmaram ainda que estão “preparados para todas as opções” e ameaçaram responder a qualquer escalada da Arábia Saudita com uma reação “ampla e severa”. O grupo também convocou a população a manter a mobilização geral, preparar-se para “todos os cenários e desdobramentos” e reforçar as frentes de combate.
Em paralelo, o Irã afirmou ter recebido propostas de mediadores envolvendo os EUA, destacando que os direitos sobre o Estreito de Ormuz são inegociáveis. As Forças Armadas britânicas informaram que um navio está em chamas no Estreito de Ormuz, enquanto os EUA incentivam navios a usar uma rota próxima a Omã para atravessar o estreito.



