EUA e Austrália destinam US$ 2 bilhões para minerais críticos
EUA e Austrália: US$ 2 bi para minerais críticos

Os Estados Unidos e a Austrália anunciaram uma parceria de US$ 2 bilhões para impulsionar a produção de minerais críticos, como lítio, cobalto e terras raras, essenciais para a fabricação de baterias, veículos elétricos e tecnologias de defesa. O acordo, firmado em Washington, visa reduzir a dependência da China, que domina o processamento global desses materiais.

Detalhes do investimento

O financiamento será dividido igualmente entre os dois países, com US$ 1 bilhão de cada lado. Os recursos serão destinados a projetos de mineração, refino e reciclagem, com foco em acelerar a produção doméstica e fortalecer a cadeia de suprimentos. A Austrália, que possui vastas reservas de lítio e terras raras, será um polo de extração, enquanto os EUA investirão em tecnologia de processamento.

Impacto geopolítico e econômico

Segundo o secretário de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, a parceria é estratégica para a segurança nacional. "Precisamos diversificar nossas fontes de minerais críticos para não ficarmos reféns de um único país", afirmou. O ministro de Recursos da Austrália, Madeleine King, destacou que o acordo "criará empregos e impulsionará a transição energética global". A China atualmente processa cerca de 60% do lítio e 90% das terras raras do mundo.

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Próximos passos

Os primeiros projetos devem começar em 2025, com foco em lítio na Austrália Ocidental e cobalto em minas nos EUA. O acordo também prevê cooperação em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias de reciclagem. A iniciativa faz parte do Minerals Security Partnership, um grupo de 14 países que busca garantir suprimentos sustentáveis de minerais críticos.

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