Um ataque russo com três mísseis de cruzeiro contra um navio carregado de milho na costa de Odessa, na Ucrânia, matou 10 pessoas neste domingo, 19 de julho de 2026. O bombardeio foi o mais letal desde a retomada da escalada de violência no Mar Negro nas últimas semanas.
Detalhes do ataque
O navio graneleiro Golden Leo, sob bandeira da Guiné-Bissau, foi atingido por três mísseis de cruzeiro russos enquanto estava ancorado próximo ao porto de Odessa. As autoridades ucranianas confirmaram que a embarcação transportava milho para exportação. Imagens divulgadas pela imprensa local mostram fumaça saindo do navio após o impacto.
De acordo com a Administração Naval Ucraniana, o ataque resultou em 10 mortos e vários feridos, mas o número exato de feridos ainda não foi divulgado. O navio sofreu danos significativos, mas não afundou completamente.
Contexto da escalada
O incidente ocorre em meio a uma intensificação dos ataques russos a infraestruturas portuárias e navios comerciais no Mar Negro, após o colapso do acordo de grãos mediado pela ONU em julho de 2023. Desde então, a Rússia tem alvejado repetidamente portos ucranianos e embarcações que transportam grãos, visando prejudicar as exportações agrícolas da Ucrânia.
O governo ucraniano condenou veementemente o ataque. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou: "Este ataque bárbaro contra um navio civil que transporta alimentos demonstra mais uma vez que a Rússia não tem respeito pela vida humana nem pela segurança alimentar global. Exigimos uma resposta internacional firme."
Impacto humanitário e econômico
A Ucrânia é um dos maiores exportadores mundiais de milho e trigo. A violência contínua no Mar Negro ameaça a segurança alimentar global, especialmente em países da África e Ásia que dependem das importações de grãos ucranianos. Organizações internacionais, incluindo a ONU, já expressaram preocupação com o impacto humanitário desses ataques.
O ataque ao Golden Leo é o mais mortal desde que a Rússia retomou os bombardeios sistemáticos contra a infraestrutura portuária ucraniana. Analistas apontam que Moscou busca sufocar a economia ucraniana e pressionar Kiev a ceder em negociações de paz.



