EUA e Paraguai assinam acordo de cooperação nuclear civil
EUA e Paraguai assinam acordo nuclear civil

Em um movimento que reforça a aproximação estratégica entre Washington e Assunção, os Estados Unidos e o Paraguai assinaram nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, um acordo de cooperação em energia nuclear civil. O documento, conhecido como 'Acordo 123', foi firmado na Sala do Tratado do Departamento de Estado, em Washington, D.C., e autoriza o compartilhamento de tecnologia nuclear para fins exclusivamente pacíficos, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Detalhes do acordo

O acordo foi assinado pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e pelo Ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Ruben Ramírez. A cerimônia contou com um aperto de mãos simbólico entre as autoridades, registrado em foto oficial. O 'Acordo 123' é um instrumento jurídico bilateral que estabelece as bases para a transferência de materiais, equipamentos e conhecimentos nucleares, sempre com fins civis, como geração de energia, medicina e agricultura.

Segundo comunicado conjunto, o acordo prevê que qualquer cooperação será realizada em conformidade com as salvaguardas da AIEA, garantindo que os materiais e tecnologias não sejam desviados para fins militares. O Paraguai, que não possui reatores nucleares atualmente, vê no acordo uma oportunidade para desenvolver capacidades energéticas e tecnológicas.

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Impacto e reações

O acordo é visto como um passo significativo na relação bilateral, que já vinha se fortalecendo nos últimos anos. Para os EUA, a assinatura amplia sua influência na América do Sul, especialmente em um contexto de crescente presença de outras potências na região. Para o Paraguai, a cooperação pode abrir portas para investimentos e assistência técnica em áreas como saúde e energia.

O Ministro Ruben Ramírez destacou que o acordo "representa um marco na história das relações entre Paraguai e Estados Unidos, abrindo caminho para um futuro de desenvolvimento sustentável e inovação tecnológica". Já o Secretário Marco Rubio afirmou que "esta parceria demonstra o compromisso dos EUA em apoiar o Paraguai no uso pacífico da energia nuclear, promovendo prosperidade e segurança na região".

Próximos passos

A implementação do acordo dependerá de negociações técnicas detalhadas e da aprovação do Congresso paraguaio, que deverá ratificar o texto. A AIEA será responsável por monitorar o cumprimento das salvaguardas, e o primeiro projeto concreto poderá envolver a construção de um centro de pesquisa nuclear ou a capacitação de profissionais paraguaios.

Especialistas apontam que o acordo pode impulsionar o setor energético paraguaio, que já é forte em hidrelétricas, e diversificar sua matriz. No entanto, alertam para a necessidade de investimentos em infraestrutura e formação de recursos humanos para que o país possa aproveitar plenamente os benefícios da cooperação.

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