Greve da CPTM acaba e linhas voltam a operar normalmente
Greve da CPTM acaba; linhas voltam a operar

A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi encerrada na manhã desta terça-feira, 4 de agosto de 2026. A decisão foi tomada após assembleia realizada pelo Sindicato dos Ferroviários, que aceitou a proposta apresentada pela empresa. Com o fim do movimento, todas as linhas operadas pela CPTM voltaram a funcionar, mas com intervalos maiores e algumas estações temporariamente fechadas.

Como está a operação das linhas agora

De acordo com a CPTM, as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade estão operando. No entanto, a companhia informou que o intervalo entre os trens pode chegar a 20 minutos nos horários de pico, o que é superior ao padrão normal de aproximadamente 5 minutos. A linha 13-Jade, que liga a estação Engenheiro Goulart ao Aeroporto de Guarulhos, está com partidas a cada 30 minutos.

A estação Palmeiras-Barra Funda, na linha 7, e a estação Brás, na linha 10, permanecem fechadas para embarque e desembarque devido a problemas de sinalização. A CPTM orienta os passageiros a utilizarem as estações alternativas, como Luz e Tamanduateí.

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Impactos no transporte público

A greve, que começou na segunda-feira, 3 de agosto, afetou cerca de 800 mil usuários por dia. Durante o período de paralisação, as linhas da CPTM operaram com 30% da frota, causando superlotação e atrasos significativos. O metrô de São Paulo, que não aderiu ao movimento, registrou aumento de demanda de 15% nas estações de integração.

Segundo o Sindicato dos Ferroviários, a categoria reivindicava reajuste salarial de 12%, mas a empresa ofereceu 8%. Após negociações mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, ficou acordado um aumento de 9,5%, além de um abono único de R$ 1.500,00. O acordo também prevê a contratação de 200 novos funcionários até o final do ano.

Próximos passos e orientações

A CPTM informou que a normalização completa da operação deve ocorrer até o final da tarde, quando os trens voltarão a circular com intervalos regulares. A companhia também recomendou que os passageiros consultem os canais oficiais para atualizações em tempo real, pois o sistema de bilhetagem pode apresentar instabilidade.

O governo do estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Transportes Metropolitanos, lamentou os transtornos causados à população, mas ressaltou que o diálogo foi essencial para o fim do impasse. "A greve é um direito legítimo, mas o acordo demonstra o compromisso das partes com o interesse público", afirmou o secretário, em nota oficial.

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