Alvo de Trump, Pix ganha destaque na Economist e Wall Street Journal
Alvo de Trump, Pix é destaque na Economist e WSJ

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro Pix, alvo de críticas do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, ganhou destaque em duas importantes publicações internacionais: a revista The Economist e o jornal The Wall Street Journal. Ambos os veículos destacaram o sucesso do sistema criado pelo Banco Central (BC) e defenderam sua contribuição para a inclusão financeira no Brasil.

Reconhecimento internacional do Pix

Em artigo publicado recentemente, a The Economist classificou o Pix como um dos sistemas de pagamento mais bem-sucedidos do mundo, ressaltando sua rápida adoção e impacto positivo na economia brasileira. A publicação destacou que o sistema permitiu que milhões de brasileiros não bancarizados tivessem acesso a serviços financeiros, reduzindo a desigualdade e fomentando o consumo.

Já o The Wall Street Journal, em reportagem especial, analisou o modelo de funcionamento do Pix e sua regulação pelo Banco Central, apontando-o como exemplo de inovação financeira que poderia ser replicado em outros países. O jornal também mencionou a resistência de Trump ao sistema, mas defendeu que as críticas não se sustentam diante dos resultados práticos.

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Críticas de Trump e defesa do sistema

Donald Trump, durante seu governo, manifestou oposição a sistemas de pagamento digitais controlados por bancos centrais, argumentando que poderiam representar uma ameaça à privacidade e ao controle financeiro dos cidadãos. No entanto, as publicações internacionais rebatem essas preocupações, destacando que o Pix opera com altos padrões de segurança e transparência, e que sua adoção foi voluntária por parte da população.

“O Pix é um exemplo de como a tecnologia pode promover inclusão financeira sem comprometer a segurança”, afirmou o economista-chefe do Banco Central, em declaração citada pelo Wall Street Journal. A reportagem também ressaltou que o sistema movimentou mais de R$ 12 trilhões em 2023, com mais de 150 milhões de usuários ativos.

Impacto na inclusão financeira

Segundo dados do Banco Central, o Pix foi responsável por reduzir em 20% o número de brasileiros sem acesso a serviços bancários formais entre 2020 e 2023. A facilidade de uso, a ausência de tarifas para pessoas físicas e a integração com instituições financeiras de todos os portes foram fatores apontados como chave para esse sucesso.

As publicações também destacaram que o sistema inspirou iniciativas semelhantes em outros países da América Latina, como México e Argentina, e que sua arquitetura aberta permite a participação de fintechs e bancos tradicionais, fomentando a competição e a inovação no setor.

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