O Japão registrou nesta quarta-feira (22) uma onda de calor extremo, com temperaturas que ultrapassaram os 40°C em várias regiões do país. A cidade de Kumagaya, na província de Saitama, atingiu 41,1°C, a maior temperatura já registrada no Japão. O recorde anterior era de 40,9°C, também em Kumagaya, em 2018.
Impacto da onda de calor
As autoridades japonesas emitiram alertas de calor para 39 das 47 províncias do país, recomendando que a população evite sair de casa, use ar-condicionado e beba bastante água. A Agência Meteorológica do Japão classificou o evento como uma "onda de calor sem precedentes".
Segundo o governo, pelo menos 10 pessoas morreram nos últimos dias devido ao calor, e mais de 1.000 foram hospitalizadas com sintomas de insolação. A maioria das vítimas são idosos, faixa etária mais vulnerável a temperaturas extremas.
Causas do fenômeno
O fenômeno é atribuído a uma combinação de alta pressão atmosférica e ar quente vindo do sul. Especialistas afirmam que as mudanças climáticas estão tornando ondas de calor mais frequentes e intensas no Japão. "O que estamos vendo é consistente com as previsões de aquecimento global", disse Tetsuya Fujita, meteorologista da Universidade de Tóquio.
Recomendações das autoridades
O governo japonês ativou centros de resfriamento em várias cidades e distribuiu água para moradores em situação de rua. Empresas foram orientadas a permitir que funcionários trabalhem de casa ou em horários alternativos para evitar a exposição ao calor.
"Pedimos que todos tomem medidas para se proteger, especialmente os idosos e crianças", afirmou o porta-voz do governo, Yoshihide Suga. "Esta é uma situação perigosa que requer atenção máxima."



