A disputa por suplências no Senado Federal se intensifica em 2026, com políticos buscando reabilitação e alianças estratégicas. Entre os exemplos mais emblemáticos está o do deputado federal Luciano Bivar (União Brasil-PE), que é suplente da candidatura do senador Humberto Costa (PT-PE). A escolha reflete uma aliança entre o partido de centro-direita e o PT no estado.
Parentes e aliados próximos ganham espaço
O senador Rogério Marinho (PL-RN) colocou seu próprio pai como suplente em sua candidatura à reeleição. A medida é vista como uma forma de garantir lealdade e evitar dissidências. Já no Rio de Janeiro, o pastor Samuel Malafaia, irmão do pastor Silas Malafaia, é suplente do senador Carlos Portinho (PL-RJ). A escolha reforça a aliança entre a bancada evangélica e o Partido Liberal.
Rogéria Bolsonaro cotada
A ex-deputada Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, é cotada como suplente do senador Márcio Canella (PL-RJ). A indicação visa fortalecer a base bolsonarista no estado. Rogéria, que não conseguiu se eleger em 2022, ganha uma nova oportunidade no cenário político.
PT tenta indicar suplente de Simone Tebet
Em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores tenta indicar o suplente da candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que disputa a reeleição. A negociação, no entanto, ainda não foi concluída. A aliança entre PT e MDB no estado é vista como estratégica para fortalecer a candidatura de Lula à presidência.
Eduardo Bolsonaro inelegível tenta suplência
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, tenta ser suplente do deputado estadual André do Prado (PL-SP), que disputa o Senado. A manobra jurídica pode permitir que Eduardo retorne ao cenário político caso o titular se licencie ou renuncie.
Segundo analistas políticos, a disputa por suplências revela a fragilidade de alguns candidatos e a necessidade de reabilitação de figuras que enfrentam dificuldades eleitorais. “A suplência é uma porta de entrada para quem não conseguiu se eleger diretamente”, afirma o cientista político João Paulo Silva.



