O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, repetiu o discurso de desconfiança nas urnas eletrônicas ao citar informações inverídicas sobre uma suposta participação de uma empresa venezuelana no sistema eleitoral brasileiro. A declaração foi feita durante um encontro com diplomatas estrangeiros, no qual pediu que enviassem a maior quantidade possível de observadores para o pleito de outubro.
Fala de Flávio gera reação imediata da esquerda
Parlamentares de oposição criticaram duramente a fala do senador. Para eles, Flávio segue o mesmo roteiro do ex-presidente Jair Bolsonaro, que questionava a integridade do sistema eleitoral antes das eleições de 2022. "Já está com argumento de derrota", afirmou um deputado do PT, que preferiu não se identificar. A avaliação é de que a estratégia visa desacreditar o processo eleitoral caso o resultado não seja favorável.
Flávio nega dúvidas e defende transparência
Em resposta às críticas, Flávio Bolsonaro negou que duvide do processo eleitoral. "Não estou questionando as urnas, estou pedindo transparência", disse o senador, segundo relatos de participantes do encontro. Ele reforçou o pedido de observadores internacionais como forma de garantir a lisura do pleito. No entanto, a fala foi interpretada por analistas como uma tentativa de semear desconfiança, repetindo o padrão observado nas eleições anteriores.
Contexto e impacto político
A declaração de Flávio ocorre em um momento de alta polarização política, com a campanha eleitoral se intensificando. Especialistas apontam que o questionamento das urnas pode enfraquecer a confiança pública no sistema democrático, especialmente se replicado por outros candidatos. Até o momento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não se pronunciou oficialmente sobre o caso.



