Guatemala: mais de mil evacuados após erupção vulcânica
Guatemala: mil evacuados após erupção vulcânica

Mais de mil pessoas foram evacuadas na Guatemala após a erupção do vulcão de Fuego, um dos mais ativos da América Central, que começou na madrugada desta quarta-feira. As autoridades locais relataram que as cinzas alcançaram comunidades rurais nos departamentos de Sacatepéquez e Chimaltenango, e o aeroporto internacional La Aurora, na capital, opera com restrições devido à baixa visibilidade.

Evacuações preventivas e abrigos improvisados

A Coordenadoria Nacional para a Redução de Desastres (Conred) informou que 1.200 pessoas foram retiradas de áreas de risco, principalmente nos municípios de Alotenango e San Pedro Yepocapa. A maioria foi levada para abrigos temporários em escolas e igrejas, onde recebem assistência médica e alimentos.

Segundo o porta-voz da Conred, David de León, a erupção é de magnitude moderada, mas o fluxo de lava e as explosões contínuas exigem monitoramento constante. "Estamos avaliando a possibilidade de novos deslocamentos, caso o comportamento do vulcão se intensifique", afirmou.

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Impacto na aviação e na população local

A Direção Geral de Aeronáutica Civil suspendeu parcialmente as operações no aeroporto La Aurora, com atrasos e cancelamentos de voos. As cinzas também afetaram a agricultura local, principalmente plantações de café e milho, que são a base da economia da região.

O vulcão de Fuego, com 3.763 metros de altitude, está localizado a cerca de 50 quilômetros da Cidade da Guatemala. Sua última grande erupção ocorreu em 2018, quando mais de 400 pessoas morreram e vilarejos inteiros foram soterrados por fluxos piroclásticos.

Monitoramento e alertas contínuos

O Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia (Insivumeh) mantém alerta laranja para as comunidades próximas. Especialistas recomendam que a população use máscaras e evite atividades ao ar livre devido à alta concentração de partículas finas no ar.

As autoridades locais pedem calma e orientam os moradores a seguirem as instruções de evacuação. "A prioridade é salvar vidas. Estamos trabalhando em coordenação com os bombeiros e o exército para garantir a segurança de todos", disse o presidente guatemalteco, Bernardo Arévalo, em pronunciamento oficial.

Até o momento, não há registros oficiais de mortos ou feridos, mas equipes de resgate fazem buscas em áreas isoladas. A Defesa Civil estima que cerca de 2.000 pessoas vivem na zona de alto risco, que permanece isolada.

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