O prefeito de Maceió, JHC (PL), decidiu adiar para o último dia a definição sobre sua candidatura ao governo de Alagoas em 2026. A pressão exercida pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e pelo Partido Liberal (PL) aumentou nos últimos dias, levando o gestor a segurar o anúncio até a data limite.
Pressão de Lira e PL
Segundo fontes próximas ao prefeito, Lira tem articulado nos bastidores para que JHC desista da disputa majoritária e apoie o nome de um aliado. O PL, por sua vez, quer lançar JHC como candidato próprio, mas enfrenta resistência de setores da legenda que preferem uma aliança com o progressistas.
Nos bastidores, a avaliação é que a decisão de JHC pode mudar o equilíbrio de forças no estado. O prefeito tem alta aprovação em Maceió, mas a rejeição ao seu nome em outras regiões preocupa os estrategistas.
Impacto no cenário político
Se JHC confirmar a candidatura, o PL terá um palanque forte no estado. Caso contrário, a legenda pode ficar sem nome competitivo e ser obrigada a apoiar o candidato do PP, o que fortaleceria o grupo de Lira.
O prazo final para a definição é a próxima segunda-feira, quando os partidos devem registrar as candidaturas. JHC deve se reunir com sua equipe e com dirigentes nacionais do PL antes de bater o martelo.
Em nota, a assessoria do prefeito afirmou que ele "está avaliando o cenário com responsabilidade" e que "a decisão será tomada no momento certo, pensando no futuro de Alagoas".
Especialistas ouvidos pela reportagem acreditam que a pressão de Lira pode ser decisiva, já que o presidente da Câmara controla o fundo eleitoral e o tempo de TV do PP, que são fundamentais para a campanha.
Próximos passos
Além da reunião com o PL, JHC deve conversar com prefeitos e lideranças do interior para medir o apoio. A pesquisa mais recente, divulgada na semana passada, mostra JHC com 32% das intenções de voto, atrás do senador Renan Filho (MDB), que lidera com 38%.
O cenário é incerto e a decisão final pode ser anunciada em coletiva de imprensa na véspera do prazo. O que se sabe é que JHC não quer queimar pontes com nenhum dos lados, mantendo o diálogo aberto até o último instante.



