Quem passou pela orla da Barra, em Salvador, nos últimos fins de semana se deparou com uma fila gigante na região turística. O motivo é a criação de dois publicitários paulistas e um dentista baiano: um sorvete natural de coco servido na própria casca, que se tornou um fenômeno nas redes sociais.
Mais de 700 litros vendidos em dois meses
A marca 'Amaré' começou a operar em maio deste ano, apenas aos sábados e domingos, na orla da Barra. Desde então, já foram vendidos mais de 700 litros de sorvete, utilizando cerca de 300 cocos por fim de semana. 'A gente não esperava que as pessoas fossem abraçar tanto e tão rápido, atendemos mais de 200 pessoas', comemorou o publicitário Eduardo Pinheiro, um dos sócios, em entrevista ao g1.
Opções e preços
Os clientes podem escolher entre duas opções: 'Onda Leve', com uma bola de sorvete no copinho e um acompanhamento (coco queimado ou castanha crocante), por R$ 13; ou 'Maré Cheia', o sorvete servido no coco, com três bolas e acompanhamentos, por R$ 28. Além do sorvete, é possível comer a 'carne' do coco. O excedente da água de coco usada na produção é servido na fila de espera.
Inspiração na Tailândia
Segundo Eduardo, a inspiração veio ao assistir a série 'Street Food: Ásia' junto com o namorado, o dentista Felipe Almazo. Em um episódio, a série mostra o sorvete de coco famoso na Tailândia. 'Em 2019, tive a oportunidade de viajar para Tailândia e experimentei o sorvete. Quando vimos a série, comentei que era um produto que combinava com Salvador', contou.
Na época, Eduardo havia saído do emprego na publicidade e decidiu não procurar outro. Junto com o namorado e a amiga publicitária Beatriz Louzão, investiu em um negócio próprio. Nenhum dos três tem experiência em gastronomia, mas Felipe, que costuma receber elogios na cozinha, ficou à frente da receita. 'Não podíamos simplesmente copiar o sorvete da Tailândia, era preciso adaptar para o Brasil, para Salvador. Foram várias tentativas até chegar a essa', explicou.
Produção caseira e planos de expansão
A produção atual é feita em casa, e o trio leva cerca de 10 horas para produzir 100 litros. São 300 cocos para 600 sorvetes, e mesmo assim há clientes que não conseguem ser atendidos. Com os valores arrecadados, o grupo investe em maquinário para aumentar e facilitar a produção, sem ainda ter lucro. Para o futuro, pretendem operar em diferentes locais de Salvador. Quem quiser experimentar deve acompanhar as redes sociais da sorveteria para chegar cedo ao local de venda.



