A masturbação consciente, prática que envolve foco pleno no momento presente e nas sensações físicas, pode trazer benefícios comparáveis aos da meditação, de acordo com a sexóloga Angie Rowntree. Em entrevista ao The New York Post, Rowntree explicou que essa técnica de autocuidado ajuda a aliviar o estresse, reduzir a ansiedade e melhorar o sono ao desacelerar o ritmo e concentrar-se nas sensações, em vez de buscar apenas o clímax.
Benefícios comprovados da prática
Segundo a especialista, a masturbação consciente promove autoconhecimento, permitindo identificar toques e ritmos que levam ao prazer, o que pode auxiliar no tratamento de disfunções sexuais. Além disso, contribui para a saúde mental ao regular o sistema nervoso e diminuir a tensão acumulada pela rotina diária. A conexão com o próprio corpo é outro ponto destacado: áreas erógenas podem ser usadas como ferramenta de meditação ativa.
“Praticar a masturbação consciente pode ajudar a aliviar o estresse ao longo do tempo, em parte reduzindo os níveis de cortisol, especialmente se feita regularmente”, afirmou Rowntree. A prática também libera hormônios calmantes como a ocitocina, que o corpo libera em resposta ao toque físico, proporcionando relaxamento profundo e melhor qualidade do sono.
Passos para uma masturbação consciente
Embora a masturbação solitária possa não parecer tão benéfica emocionalmente quanto a atividade a dois, Rowntree afirma que a versão consciente ajuda a desacelerar e a se reconectar consigo mesmo. A sexóloga sugere alguns passos: escolher um local confortável e privado, sem interrupções; eliminar distrações como televisão e celular; e começar com respiração lenta e profunda por alguns minutos, similar à meditação, para conectar-se ao momento presente e aliviar tensões.
“Essa parte é basicamente o que você faria em qualquer prática meditativa para ajudar seu cérebro a mudar o foco da agitação mental para a consciência corporal”, explicou Rowntree. Ela ressalta que o objetivo não é atingir o clímax rapidamente ou mesmo chegar ao orgasmo, mas sim desacelerar e apreciar as sensações.
Exploração sensorial e finalização
Os toques devem começar devagar, preferencialmente em áreas não genitais, para perceber textura, temperatura e pressão. “Varie os toques e observe o que lhe dá prazer. Se você se empolgar e terminar, tudo bem — contanto que esteja se divertindo”, disse a sexóloga. Após a prática, é importante reservar um tempo para perceber como o corpo se sente. “Alguns dias pode ser uma liberação rápida. Outros dias pode ser um ritual longo e sensual. E outros dias, pode ser simplesmente uma maneira de lembrar que seu corpo é seu, seu prazer é válido e sempre há mais para descobrir”, concluiu Rowntree.



