A 48 dias do primeiro show, a Cidade do Rock já começa a ganhar forma na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Quando os portões forem abertos, o espaço vai receber cerca de 130 mil pessoas por dia — entre público e trabalhadores —, população superior à de aproximadamente 94% dos municípios brasileiros.
Estrutura e números impressionantes
Construída em uma área de 385 mil metros quadrados, equivalente a cerca de 54 campos de futebol, a Cidade do Rock receberá mais de 1,3 mil artistas em 190 apresentações, incluindo 45 shows internacionais, entre os dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro. Entre as atrações confirmadas estão Foo Fighters, Elton John, Maroon 5, Stray Kids, Calvin Harris, Gilberto Gil, Twenty One Pilots e Ivete Sangalo.
Na última quinta-feira (16), o g1 percorreu a Cidade do Rock durante uma visita aos bastidores da montagem. Ainda não há luzes, telões acesos ou artistas. No lugar do palco que receberá grandes nomes da música, há um emaranhado de tubos de aço, guindastes e operários trabalhando. Cerca de 600 trabalhadores atuam na montagem das estruturas.
Transformação em cidade temporária
"Estamos há menos de 50 dias do festival. É um momento muito emocionante, porque as estruturas começam a ganhar cara, começam a receber os elementos cenográficos e já deixam a gente imaginar a experiência que o público vai viver", afirma Ana Deccache, diretora de Marketing do Rock in Rio.
Segundo a organização, a Cidade do Rock ocupa 385 mil metros quadrados, conta com 120 quilômetros de cabos elétricos — distância equivalente a quase seis voltas na Lagoa Rodrigo de Freitas — e utiliza 65,8 toneladas de infraestrutura espalhadas pelo espaço. A edição de 2026 também aposta em um salto tecnológico: serão 5.136 metros quadrados de painéis de LED, mais que o dobro da edição anterior, além de 90 mil metros quadrados de grama sintética, 1.314 banheiros e 168 bebedouros.
Impacto econômico e empregos
De acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Rock in Rio deve movimentar R$ 3,3 bilhões na economia do Rio e gerar cerca de 34 mil empregos.
O principal palco, o Palco Mundo, já domina a paisagem. Com 107 metros de largura, 2,4 mil metros quadrados de painéis de LED, 200 amplificadores e boca de cena de 24 metros, apenas esse palco terá praticamente a mesma quantidade de LED que toda a Cidade do Rock possuía na edição passada. O Palco Sunset está em fase avançada de montagem: 93 metros de largura, 27,5 metros de altura e boca de cena de 24 metros. Já o New Dance Order terá 56,5 metros de largura, 22,5 metros de altura e 502 metros quadrados de LED, enquanto o Espaço Favela contará com cenografia de 60 casas.
Global Village e sustentabilidade
O Global Village, uma das áreas mais adiantadas, ocupará 6 mil metros quadrados e reunirá referências arquitetônicas e culturais de diferentes partes do mundo. "A gente tem um pub trazendo bastante rock, uma casa com samba e um pianista tocando dentro de uma sorveteria. Existe uma diversidade cultural muito grande aqui", explica Ana Biavaschi, diretora de Criação e Cenografia do festival.
Em sustentabilidade, a organização anunciou ampliação da compensação de carbono em parceria com a Axia Energia. Pela primeira vez, a neutralização incluirá emissões do deslocamento do público, fornecedores e funcionários. A iniciativa deve compensar cerca de 50 mil toneladas de CO₂, utilizando créditos de carbono, certificados de energia renovável, plantio de 15 mil mudas e doação de mais de 1 milhão de sementes de espécies nativas.



