Dólar sobe a R$ 5,09 com tarifa dos EUA; Bolsa tem queda
Dólar sobe a R$ 5,09 com tarifa dos EUA; Bolsa cai

O dólar comercial fechou em alta de 0,40% nesta quinta-feira (16), cotado a R$ 5,09, reagindo ao anúncio de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A moeda norte-americana renovou a máxima do dia após a confirmação da medida, que elevou a aversão ao risco nos mercados emergentes.

Tarifa dos EUA impacta câmbio e Bolsa

A decisão do governo Trump de impor tarifas sobre o aço e o alumínio brasileiros foi recebida com pessimismo pelos investidores. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, operava em queda de mais de 1% no início da tarde, pressionado pelas ações de empresas exportadoras e pelo setor siderúrgico.

Segundo analistas do mercado, a medida protecionista norte-americana pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras e gerar um efeito cascata sobre a economia. "O anúncio pegou o mercado de surpresa e acendeu um alerta sobre o futuro das relações comerciais entre os dois países", afirmou o economista-chefe de uma corretora paulista.

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Juros futuros sobem com Treasuries

No mercado de juros, as taxas dos contratos futuros de IPCA+ subiram ao longo de toda a curva, acompanhando o movimento dos Treasuries americanos. O papel com vencimento em 2029 registrou alta de 0,15 ponto percentual, refletindo a busca por proteção contra a inflação e o risco fiscal.

O movimento foi generalizado: desde os curtos até os longos prazos, todos os vencimentos apresentaram elevação. Isso indica que os investidores estão precificando um cenário de maior incerteza tanto no Brasil quanto no exterior.

Netflix desaponta e tomba 8% no exterior

No cenário corporativo internacional, a Netflix decepcionou o mercado ao divulgar receita abaixo das expectativas no segundo trimestre de 2026 e reduzir o guidance para o ano. As ações da empresa tombaram 8% no after-market, arrastando o índice Nasdaq para o campo negativo.

O resultado da gigante do streaming contrasta com a performance da TSMC, que superou as estimativas de lucro, mas viu suas ações caírem devido ao pessimismo geral do setor de tecnologia.

Retaliação do Brasil pode envolver royalties

Como reação às tarifas americanas, o governo brasileiro estuda medidas de retaliação que podem incluir a suspensão de royalties e patentes farmacêuticas. A informação foi divulgada por fontes do Palácio do Planalto, que avaliam o impacto jurídico e diplomático de uma eventual contraofensiva.

Especialistas em comércio exterior alertam que uma escalada tarifária pode prejudicar ambos os países, mas o Brasil busca proteger setores estratégicos, como o farmacêutico e o de tecnologia.

Copel cai 3% após elevar alavancagem

Na Bolsa brasileira, as ações da Copel (CPLE6) recuaram 3% após a empresa anunciar a elevação de sua meta de alavancagem. O JPMorgan manifestou cautela em relação ao pagamento de dividendos, o que contribuiu para a pressão vendedora.

Já a Movida (MOVI3) dobrou seu lucro líquido no segundo trimestre de 2026, para R$ 135,6 milhões, impulsionada pela venda de ativos e pela redução de despesas financeiras. A ação, no entanto, não conseguiu sustentar o viés positivo diante do mau humor geral do mercado.

Petróleo fecha em queda apesar de tensão no Oriente Médio

O petróleo fechou em queda no mercado internacional, ignorando as tensões no Oriente Médio. O barril do Brent recuou 1,2%, para US$ 82,00, pressionado pela perspectiva de desaceleração econômica global e pelo aumento dos estoques americanos.

Apesar da ameaça do Irã de fechar rotas marítimas, os investidores preferiram focar nos sinais de demanda mais fraca, especialmente vindos da China.

Embraer vai a Farnborough com expectativa moderada

A Embraer participa do Farnborough Air Show com expectativa moderada de novos negócios. A fabricante brasileira de aeronaves busca consolidar parcerias e anunciar novas encomendas, mas o cenário de juros altos e incertezas econômicas limita o otimismo.

O mercado, no entanto, vê espaço para surpresas positivas, especialmente na área de aviação executiva e defesa.

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