Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio e queda de estoques nos EUA
Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio e estoques

Os contratos futuros do petróleo fecharam em leve alta nesta quinta-feira (15), impulsionados por tensões geopolíticas no Oriente Médio e por dados de estoques nos Estados Unidos que mostraram uma queda maior do que a esperada. O barril do Brent, referência global, subiu 0,4%, para US$ 85,23, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou 0,5%, para US$ 82,10.

Tensões no Oriente Médio elevam prêmio de risco

As tensões no Oriente Médio continuam a alimentar preocupações com o fornecimento de petróleo. Relatos de novos ataques a navios no Mar Vermelho e a escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano aumentaram o prêmio de risco geopolítico. Segundo analistas do Bank of America, "qualquer interrupção significativa no fluxo de petróleo da região poderia empurrar os preços para cima de US$ 100 por barril".

Queda nos estoques dos EUA supera expectativas

Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo bruto caíram 4,5 milhões de barris na semana encerrada em 9 de julho, segundo dados do Departamento de Energia (DoE). A queda foi superior à expectativa de analistas consultados pela S&P Global, que previam um recuo de 2,8 milhões de barris. Os estoques de gasolina também caíram, em 1,2 milhão de barris, enquanto os de destilados recuaram 500 mil barris.

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A redução nos estoques é vista como um sinal de demanda aquecida nos Estados Unidos, especialmente durante a temporada de verão, quando o consumo de combustíveis atinge o pico. "Os números de estoques reforçam a percepção de que o mercado está mais apertado do que se pensava", disse Michael Lynch, presidente da Strategic Energy & Economic Research.

Produção da Opep+ e perspectivas

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) mantém cortes na produção para sustentar os preços. A próxima reunião do grupo está marcada para 1º de agosto, e espera-se que a aliança mantenha as cotas atuais. No entanto, a Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que o crescimento da oferta de petróleo dos países não membros da Opep+, especialmente dos Estados Unidos, pode limitar os ganhos de preço. "A produção americana de petróleo bruto deve atingir um recorde de 13,2 milhões de barris por dia em 2026", afirmou a AIE em relatório recente.

O mercado de petróleo deve continuar volátil, com investidores monitorando de perto os desdobramentos geopolíticos e os dados econômicos globais que possam afetar a demanda.

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