O contrato futuro do minério de ferro para setembro de 2026 encerrou o pregão desta quarta-feira (16) praticamente estável na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 110,7 por tonelada. O resultado representa uma leve variação negativa de 0,1% em relação ao fechamento anterior, de US$ 110,8.
Contexto do mercado
A estabilidade reflete o equilíbrio entre a oferta robusta das mineradoras australianas e brasileiras e a demanda moderada das siderúrgicas chinesas, que operam com margens apertadas. Segundo analistas do banco ANZ, a produção de aço na China deve permanecer estável no curto prazo, sem grandes estímulos governamentais.
Fatores que influenciaram o preço
O mercado foi influenciado por dados econômicos mistos da China: o PIB do segundo trimestre cresceu 4,7% ante o mesmo período de 2025, abaixo da expectativa de 5,0%. Isso gerou preocupações sobre a demanda futura por aço. Por outro lado, os estoques de minério de ferro nos portos chineses caíram 1,2% na última semana, para 148 milhões de toneladas, segundo a Mysteel, o que deu suporte aos preços.
Impacto nas mineradoras
A Vale, maior produtora brasileira de minério de ferro, viu suas ações oscilarem levemente na B3, fechando com alta de 0,3%. A empresa não comentou o movimento do dia. Já a australiana Rio Tinto manteve sua projeção de embarques para 2026, de 323 milhões de toneladas, segundo comunicado recente.
Perspectivas
Para os próximos dias, investidores monitoram a reunião do Politburo chinês, que pode anunciar novas medidas de estímulo à economia. O minério de ferro acumula queda de 2,3% no mês, mas ainda sobe 1,8% no ano. Especialistas do Citi projetam preço médio de US$ 110 por tonelada no terceiro trimestre, com riscos de baixa caso a produção siderúrgica chinesa seja reduzida.



