O comércio eletrônico brasileiro encerrou 2025 com faturamento recorde de R$ 235,5 bilhões, representando um crescimento de 15,3% em relação ao ano anterior. Dentro desse cenário, marcas nacionais de nicho, especialmente nos segmentos de casa e utilidades domésticas, vêm se destacando com expansão superior à média do setor.
Desempenho acima da média
Enquanto o e-commerce como um todo cresceu 15,3%, marcas brasileiras especializadas em produtos para o lar registraram avanço médio de 20% no faturamento online, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Esse ritmo acelerado é atribuído à mudança no comportamento do consumidor digital, que busca cada vez mais itens de decoração, organização e utilidades domésticas com identidade local.
Fatores de impulso
O aumento da confiança em marcas nacionais, combinado com a melhoria na logística e na experiência de compra online, tem favorecido esses negócios. “O consumidor brasileiro valoriza produtos que contam uma história e têm procedência clara. As marcas de nicho conseguem entregar isso com mais autenticidade”, afirma Carlos Menezes, especialista em varejo digital da consultoria E-bit.
Além disso, a pandemia acelerou a digitalização de pequenos fabricantes e artesãos, que hoje utilizam marketplaces e lojas próprias para alcançar clientes em todo o país. Dados da ABComm mostram que o número de sellers brasileiros ativos cresceu 18% em 2025, com destaque para os segmentos de casa e decoração.
Perspectivas para 2026
Para o próximo ano, a expectativa é de que o e-commerce brasileiro ultrapasse R$ 260 bilhões, com participação ainda maior de marcas nacionais. A tendência de consumo consciente e a busca por produtos exclusivos devem continuar impulsionando esses negócios. “O mercado de utilidades domésticas tem muito espaço para crescer, especialmente com a valorização do ‘feito no Brasil’”, conclui Menezes.



