EUA impõem segunda maior tarifa a produtos do Brasil, atrás só da China
EUA impõem segunda maior tarifa a produtos do Brasil

Os Estados Unidos elevaram as tarifas sobre produtos brasileiros para uma média de 18,22%, tornando o Brasil o segundo país com a maior taxa entre todos os que exportam para o mercado americano, atrás apenas da China. A medida, anunciada nesta semana, representa um aumento significativo em relação à taxa anterior de 11,7% e impacta diretamente US$ 8,5 bilhões em importações de origem brasileira.

Sobretaxa temporária eleva tarifa

De acordo com o monitor de comércio exterior, o pico de 18,22% é temporário. A alta se deve a uma sobretaxa adicional de 10% aplicada sobre diversos produtos, mas que expira em apenas quatro dias. Após esse período, a tarifa média cairá para 14,4%, ainda superior ao patamar anterior. A sobretaxa foi justificada por Washington como parte de uma revisão mais ampla das barreiras comerciais.

Impacto na competitividade brasileira

A elevação das tarifas pode afetar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano, especialmente em setores como siderurgia, alimentos processados e manufaturados. A medida ocorre em um momento de tensões comerciais globais, com os EUA buscando reequilibrar sua balança comercial. Especialistas apontam que, mesmo com a redução após quatro dias, a taxa de 14,4% ainda é elevada e pode desestimular exportações.

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Segundo fontes do Ministério da Economia, o governo brasileiro avalia medidas de retaliação e negociações diretas com representantes americanos para reduzir o impacto. “Estamos monitorando de perto e buscando alternativas diplomáticas para evitar prejuízos maiores aos nossos exportadores”, afirmou um porta-voz oficial.

Comparação com outros países

A tarifa brasileira de 18,22% é a segunda maior entre todos os países que exportam para os EUA, superada apenas pela China, que enfrenta taxas ainda mais altas devido a disputas comerciais anteriores. Países como México, Canadá e União Europeia mantêm tarifas médias inferiores a 10%. A diferença pode redirecionar fluxos de comércio e beneficiar concorrentes diretos do Brasil em setores como carne, suco de laranja e aço.

Reações do setor produtivo

Entidades empresariais brasileiras manifestaram preocupação. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a medida pode reduzir as exportações brasileiras para os EUA em até US$ 1,2 bilhão no curto prazo. “É um golpe duro para setores que já enfrentam custos logísticos elevados”, disse o presidente da CNI, em nota. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou a decisão e pediu uma ação coordenada do governo.

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