IML investiga mortes de duas mães após parto em Samambaia no DF
IML investiga mortes de duas mães após parto em Samambaia

O Instituto Médico Legal (IML) investiga as circunstâncias das mortes de duas mães após o parto no Hospital Regional de Samambaia, no Distrito Federal. Os casos ocorreram em menos de uma semana: Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, morreu no dia 10 de julho, e Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, faleceu no dia 13 de julho. Ambas estavam sob cuidados da rede pública de saúde.

Coletiva de imprensa aborda seis casos recentes

O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, e a presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), Eliane Abreu, comentaram os seis casos recentes de mortes na rede pública durante coletiva nesta quinta-feira (16). Juracy afirmou que todos os casos são investigados, mas defendeu que se tratam de 'fatos isolados' e não representam a rotina da rede. 'Eventuais responsabilidades só poderão ser apontadas após a conclusão das apurações', disse.

Casos de morte de bebês e mães

Em menos de um mês, o g1 e a TV Globo registraram seis mortes em unidades de saúde do DF. Quatro envolveram bebês ou mães, três relacionados ao parto. Além das duas mães em Samambaia, outros casos incluem: Vilmar Pereira da Silva, 49 anos, morto sem atendimento na UPA do Recanto das Emas (20/06); Luciana Ferreira, 34 anos, que perdeu a primeira filha no parto após idas e vindas ao hospital (29/06); Maria Vitória, 5 meses, morta após extubação acidental durante transferência entre hospitais (06/07); e Rodrigo Resende Prado, 46 anos, morto na calçada do Hospital de Base (12/07).

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Detalhes sobre as mortes em Samambaia

Maria Graciana, grávida de 41 semanas, chegou ao hospital e foi submetida a protocolo de indução do parto. Segundo Juracy, a equipe indicou cesariana durante a evolução do trabalho de parto. Após o procedimento, ela apresentou atonia uterina e hemorragia. 'Todos os protocolos foram seguidos. A apuração é que vai caracterizar se houve imperícia ou negligência', afirmou o secretário. Já Maria Aparecida, com 38 semanas, chegou em trabalho de parto e teve sangramento nasal, levando à suspeita de distúrbio de coagulação, confirmado por exames. Juracy disse que o quadro era de difícil reversão: 'Se tivesse sido submetida a cesariana, provavelmente teria o óbito na mesa cirúrgica.'

Outros casos investigados

O IgesDF abriu sindicância para apurar a morte de Vilmar Pereira na UPA do Recanto das Emas. A presidente Eliane Abreu afirmou que o processo administrativo disciplinar está em fase final. Sobre Rodrigo Resende, ela disse que acompanha pessoalmente as investigações, com análise de imagens e prontuários. O caso de Luciana Ferreira não foi comentado na coletiva; a família registrou boletim de ocorrência por violência obstétrica após a perda da filha Helena.

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