A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu provimento ao recurso apresentado pela Ecopetrol contra decisão da Superintendência de Relações com Empresas (SRE) que havia questionado a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Brava Energia. A decisão foi tomada pelo colegiado da autarquia em reunião realizada nesta quinta-feira (16).
Entendimento do colegiado
Por unanimidade, os diretores da CVM entenderam que não houve infração por parte da Ecopetrol no processo da OPA. A SRE havia apontado suposto descumprimento de regras, mas o colegiado reformou a decisão, acolhendo os argumentos da petroleira colombiana.
Segundo o diretor relator, João Pedro Nascimento, não ficou caracterizada qualquer irregularidade. "A Ecopetrol agiu dentro dos parâmetros legais e regulamentares", afirmou Nascimento durante a sessão.
Impacto para a Brava Energia
A OPA da Brava Energia, empresa de óleo e gás, movimentou o mercado. Com a decisão, a Ecopetrol segue com seus planos de aquisição. A Brava Energia é uma das principais empresas do setor no Brasil, com ativos no Nordeste.
O processo envolveu valores significativos. A OPA foi lançada em maio deste ano, com a Ecopetrol oferecendo R$ 3,2 bilhões pela aquisição do controle da Brava. A oferta foi de R$ 28,50 por ação.
Reações do mercado
O mercado reagiu positivamente à notícia. As ações da Brava Energia subiram 2,3% no pregão desta quinta-feira, fechando a R$ 29,10. Já os papéis da Ecopetrol tiveram alta de 1,8% na Bolsa de Valores de São Paulo.
Analistas do setor consideram que a decisão da CVM remove uma incerteza jurídica que pesava sobre a operação. "Agora a Ecopetrol pode prosseguir com a integração da Brava sem sobressaltos", comentou Pedro Galdi, analista da Mirae Asset.



