O dólar comercial fechou em alta de 1,2% nesta sexta-feira (16), cotado a R$ 5,70, em linha com o movimento global de valorização da moeda americana. A divisa dos Estados Unidos se fortaleceu frente a principais pares, como euro e iene, após dados econômicos norte-americanos vierem acima do esperado.
Dados dos EUA impulsionam dólar
O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda americana contra seis rivais, subiu 0,4%, para 104,5 pontos. O movimento foi impulsionado pelo índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA, que registrou alta de 0,3% em junho, superando a previsão de 0,2%. Isso reforçou expectativas de que o Federal Reserve (Fed) mantenha juros elevados por mais tempo.
“O mercado precifica que o Fed não deve cortar juros tão cedo, o que atrai capital para a renda fixa americana e fortalece o dólar globalmente”, afirmou André Silva, economista-chefe da Gestão Corretora.
Cenário doméstico e atuação do BC
No Brasil, o movimento acompanhou a tendência externa, mas com menor intensidade. O Banco Central realizou leilão de swap cambial tradicional no valor de US$ 1 bilhão, mas sem conter a alta. A moeda operou entre R$ 5,67 e R$ 5,71 durante o pregão.
O real também refletiu incertezas fiscais, com a tramitação da reforma tributária no Congresso e a divulgação do relatório de receitas e despesas do governo. “O cenário fiscal ainda gera prêmio de risco, mas o fluxo comercial positivo ajuda a conter uma desvalorização maior”, destacou Silva.
Impacto para investidores e importadores
A alta do dólar pressiona custos de importação e pode elevar a inflação de insumos. Para exportadores, a cotação favorece a competitividade. A expectativa para a próxima semana é de volatilidade, com a agenda de indicadores dos EUA e a reunião do Copom no Brasil.



