Dólar sobe 0,40% a R$ 5,09 após tarifa dos EUA sobre o Brasil
Dólar sobe 0,40% a R$ 5,09 após tarifa dos EUA

O dólar comercial fechou em alta de 0,40% nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,09, após o governo dos Estados Unidos anunciar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. A medida gerou incerteza nos mercados financeiros, com investidores avaliando os impactos econômicos e políticos da decisão.

Reação dos mercados e impactos

O anúncio das tarifas americanas elevou a aversão ao risco, pressionando o real e outros ativos brasileiros. Segundo analistas, a medida pode afetar setores como siderurgia, agricultura e manufatura, que dependem do mercado norte-americano. O Banco Central brasileiro monitora a situação, mas não sinalizou intervenção cambial imediata.

O índice Ibovespa também refletiu o clima de cautela, com queda de 0,5% no fechamento. As ações de empresas exportadoras foram as mais impactadas, com destaque para perdas no setor de mineração e carne bovina.

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Reação do governo brasileiro

O governo brasileiro estuda medidas de retaliação, que podem incluir royalties e patentes farmacêuticas, conforme noticiado anteriormente. O Ministério das Relações Exteriores afirmou, em nota, que buscará uma solução negociada, mas não descarta a adoção de contramedidas para proteger a indústria nacional.

Especialistas apontam que a escalada tarifária pode elevar a inflação nos EUA e no Brasil, além de prejudicar o comércio bilateral. O volume de trocas comerciais entre os dois países somou US$ 75 bilhões em 2025.

Perspectivas e recomendações

Diante do cenário de maior tensão comercial, o BofA (Bank of America) recomenda ações “parecidas com títulos” (bond proxies), como empresas de utilidade pública e consumo defensivo, que tendem a sofrer menos com o aumento da volatilidade. O banco também sugere cautela com exposição ao câmbio e commodities.

O mercado de juros futuros também reagiu, com a taxa do Tesouro IPCA+ subindo em toda a curva, acompanhando o movimento dos Treasuries americanos. A alta reflete a percepção de maior risco fiscal e inflacionário.

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