A JBS anunciou a emissão de R$ 400 milhões em debêntures, com recursos destinados a apoiar a produção de biodiesel e a operação logística da companhia. A captação faz parte da estratégia da empresa de ampliar investimentos em energias renováveis e otimizar sua cadeia de suprimentos.
Detalhes da emissão
As debêntures foram emitidas pela JBS S.A., com prazo de cinco anos e remuneração atrelada ao CDI mais 1,5% ao ano. A operação foi coordenada pelo Banco do Brasil e pelo Itaú BBA. Segundo a empresa, os recursos serão aplicados em projetos de biodiesel a partir de sebo bovino e na modernização de centros de distribuição.
Impacto na produção de biodiesel
Parte dos recursos será destinada à ampliação da capacidade de produção de biodiesel da JBS, que utiliza gordura animal como matéria-prima. A meta é aumentar em 20% a produção anual, atingindo 500 milhões de litros. O biodiesel é um dos pilares da estratégia de descarbonização da empresa, que busca reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Operação logística
Outra parcela dos recursos será usada para melhorar a eficiência logística, incluindo a aquisição de novos veículos e a implementação de sistemas de rastreamento. A JBS espera reduzir em 15% os custos de transporte nos próximos dois anos, além de diminuir o tempo de entrega em 10%.
Declaração oficial
Segundo o diretor financeiro da JBS, “esta captação reforça nosso compromisso com o crescimento sustentável e a eficiência operacional. O biodiesel é uma alternativa limpa e estrategicamente alinhada com nossos negócios”.
Contexto do mercado
A emissão ocorre em um momento de expansão do mercado de biocombustíveis no Brasil, impulsionado pela política nacional de biodiesel (Lei 13.576/2017), que prevê aumento gradual da mistura ao diesel fóssil. A JBS é uma das maiores produtoras de biodiesel do país, com unidades em Mato Grosso, Goiás e São Paulo.
A operação também se insere no plano de investimentos de R$ 7 bilhões anunciado pela JBS para 2026, que prioriza projetos de sustentabilidade e inovação. A empresa não descarta novas emissões de dívida no futuro, dependendo das condições de mercado.



