Reconhecimento facial prende 8 foragidos em Franca desde maio
Reconhecimento facial prende 8 foragidos em Franca

Desde que Franca, no interior de São Paulo, passou a integrar o programa Muralha Paulista em maio deste ano, oito pessoas que estavam com mandados de prisão em aberto foram identificadas e presas na cidade. As informações foram divulgadas pela Prefeitura de Franca. Os detidos eram procurados por crimes como falta de pagamento de pensão alimentícia, roubo e tráfico de drogas.

O que é o Muralha Paulista?

O Muralha Paulista é uma iniciativa do governo estadual que realiza o monitoramento contínuo de pessoas e placas de veículos. Segundo a administração municipal, a plataforma opera ininterruptamente, com vigilância 24 horas por dia por meio de uma central de monitoramento. O sistema abrange as principais vias de entrada e saída de Franca, além de regiões com grande concentração de pessoas e intenso fluxo de veículos.

Funcionamento do sistema

O diretor de Segurança da Prefeitura de Franca, Maurício Gonçalves da Rocha, explicou ao g1 que o programa visa fortalecer a segurança pública local, permitindo a localização de criminosos e o rastreamento de veículos. A identificação ocorre a partir do cruzamento de bancos de dados de todas as forças policiais municipais, estaduais e federais. "O sistema é todo integrado. Quando alguém é identificado, um aviso aparece na interface do computador, que fica avermelhado e pisca para alertar o agente monitorando. Se a pessoa tiver mandado de prisão, independentemente do delito, o alerta será emitido", detalhou.

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Cidades integradas e população beneficiada

Além de Franca, os municípios de Batatais e Patrocínio Paulista já estão integrados ao sistema. Juntos, eles beneficiam uma população estimada em aproximadamente 429,5 mil habitantes, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Integração de câmeras residenciais

Maurício também informou que câmeras de segurança instaladas em residências poderão ser conectadas à central de monitoramento do Muralha Paulista, o que deve agilizar a identificação de criminosos. "A única exigência é que a câmera esteja voltada para a rua. Se necessário, o sistema Muralha Paulista consegue acessar a câmera de uma rua específica. Se ocorrer um delito naquela rua, podemos verificar as câmeras cadastradas no sistema para investigar", explicou. Os moradores que possuem sistemas de monitoramento em casa podem cadastrá-los no portal oficial do Muralha Paulista, utilizando a conta .gov.

Treinamento dos agentes

Para compor a equipe que opera a central de monitoramento em Franca, os agentes passaram por um treinamento específico. "Os guardas civis iniciaram o processo. Depois, houve concurso público para agentes de vídeo monitoramento. Esses agentes trabalham no local, passaram pela formação e, agora, com a instalação do novo sistema LPR (Leitura de Placa e Facial), tiveram uma semana de treinamento para aprender a manipular as ferramentas inteligentes", detalhou Maurício.

Expansão do programa

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, atualmente 216 municípios estão integrados ao Programa Muralha Paulista, e outros 396 estão em negociações para aderir. A SSP informou que mais de 125,5 mil câmeras estão interligadas à plataforma, que já cobre mais de 70% da população paulista. "A expectativa é que, com a ampliação gradual da estrutura e do compartilhamento de imagens, o programa fortaleça o monitoramento em pontos estratégicos das cidades e amplie o suporte às forças de segurança durante o patrulhamento e nas investigações", concluiu a pasta.

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