Recursos visuais e emocionais marcam julgamento do caso Henry Borel no RJ
Recursos visuais e emocionais no julgamento de Henry Borel

Recursos emocionais marcam julgamento do caso Henry Borel no RJ

Ao longo de 11 dias, acusação e defesas recorreram a imagens, objetos, documentos e símbolos para reforçar narrativas e tentar tornar suas teses mais palpáveis aos jurados no julgamento do caso Henry Borel, ocorrido no Rio de Janeiro. A utilização de recursos visuais e emocionais, como vídeos emocionais, camisetas e um boneco anatômico, buscou impactar visualmente os jurados e influenciar o veredito.

Estratégias da acusação

A acusação exibiu imagens emocionantes de Henry, incluindo vídeos que mostravam a criança em momentos felizes, contrastando com as acusações de maus-tratos. Também foram apresentados documentos e objetos que reforçavam a tese de que o menino foi vítima de violência. O uso de um boneco anatômico serviu para demonstrar as lesões sofridas por Henry, tornando mais concreta a narrativa de agressão.

Defesa de Monique Medeiros

Já a defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry, destacou momentos de carinho entre mãe e filho, exibindo vídeos e fotos que mostravam uma relação afetuosa. A estratégia visava contrapor a acusação de omissão e negligência, sugerindo que Monique não tinha conhecimento dos abusos sofridos pelo filho.

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Condenação de Jairinho

O médico Jairinho, padrasto de Henry, foi condenado a 43 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e outros delitos. Já Monique Medeiros recebeu perdão judicial, após acordo com o Ministério Público, que considerou sua colaboração com as investigações.

O julgamento, que durou 11 dias, foi marcado por forte apelo emocional e uso intenso de recursos visuais, que ajudaram a tornar as teses mais claras e impactantes para os jurados. A decisão final refletiu a ponderação das provas apresentadas e as narrativas construídas ao longo do processo.

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